Dedicado ao Lycée Français Charles Lepierre, o liceu francês de Lisboa, que ontem celebrou sessenta anos de existência. Bon Anniversaire, mon vieux!
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domingo, 21 de outubro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Nada como um bom amuo
Desde que não acabe com a coligação.
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made in Portugal,
Música,
Os últimos dias de Pompeia
sábado, 28 de julho de 2012
Quinque annis
O tempo passa depressa e o Regabophe já completou cinco anos de vida.
Continua como começou: um hobby e apenas isso. É de periodicidade ganária: quando me dá na gana de escrever sai uma nova edição. Em pelo menos um aspecto falhou redondamente: quando começou, era suposto não falar de política e o facto é que foi um dos temas mais frequentes ao longo destes cinco anos. Mas, com tudo o que se passou neste período e a situação a que o país chegou, dificilmente eu poderia evitar o tema. Mas doravante procurarei voltar às origens.
Obrigado a todos quantos têm lido e seguido este blogue.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Saturday night hully gully
Uma das bandas de maior sucesso dos anos 60, os madeirenses Conjunto Académico João Paulo. Tema de 1965.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
RTP e Fados
«O serviço público de televisão deve comprometer-se acima de tudo com a qualidade da oferta, pensando sempre mais nos direitos dos cidadãos do que - como é natural que aconteça com as televisões privadas - nos impulsos dos consumidores: o serviço público de televisão deve ambicionar ser a televisão dos cidadãos, de uma cidadania exigente e escrutinadora.
O facto é que Portugal nunca teve, desde o 25 de Abril, uma política de comunicação, mas apenas políticas de propaganda. Era tempo... mas para isso seria preciso fazer um corte com o binómio alarve que tem dominado a visão política da televisão, o binómio manipulação/distracção. E que, pelo contrário, se começasse a valorizar o papel da televisão, e nomeadamente do seu serviço público, como instrumento estratégico de formação dos indivíduos, de coesão comunitária, de afirmação da soberania, de renovação da identidade e de revitalização do imaginário.
Em terceiro lugar, é preciso ter consciência que, sendo o serviço público de televisão vital para qualquer pequena nação, ele pode ter um potencial enorme quando essa nação tem uma língua que a excede e projecta no mundo, como acontece com o português. Atrofiar esse potencial quando a televisão digital terrestre permite justamente ampliá-lo, através de uma lúcida estratégia de produção de conteúdos (informativos, documentais, ficcionais, etc.) seria um gesto de total cegueira política.»
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«a UNESCO tem duas classificações de património completamente distintas, a de "Património Mundial", ou "Património da Humanidade", que se aplica a bens materiais de significado universal, como o Mosteiro dos Jerónimos ou as gravuras do vale do Côa, o Taj Mahal da Índia ou a Grande Muralha da China. E a de "Património Cultural Imaterial", que se atribui a bens imateriais, dado a sua função na conservação da diversidade e o seu papel na vida das comunidades que lhe deram origem. O seu valor decorre pois, mais do que do seu significado universal, do seu enraizamento local e do seu significado comunitário.
Foi nesta, e não na categoria de "Património Mundial" que - ao contrário do que reza a enganadora propaganda provinciana que a propósito tem sido difundida - o fado foi escolhido. Como o foram, e os exemplos ajudam talvez a compreender melhor a natureza do facto, as danças Sada Shin Noh (Japão), a música Mariachi do México, as artes marciais Taekkyeon da Coreia, o Mibu no Hana Taue, ritual de tratamento do arroz do Japão, a equitação francesa, o teatro de sombras chinês, o ritual poético Tsiattista de Chipre, a peregrinação ao Senhor de Qoyllurit'i do Peru, etc.
Aqui fica o esclarecimento de um equívoco que, infelizmente, tem sido sobretudo alimentado por quem tinha por obrigação evitá-lo. Até porque, como tão bem disse Ana Moura, mundial e da humanidade, isso o fado já era há muito...»
Manuel Maria Carrilho, hoje no DN.
O facto é que Portugal nunca teve, desde o 25 de Abril, uma política de comunicação, mas apenas políticas de propaganda. Era tempo... mas para isso seria preciso fazer um corte com o binómio alarve que tem dominado a visão política da televisão, o binómio manipulação/distracção. E que, pelo contrário, se começasse a valorizar o papel da televisão, e nomeadamente do seu serviço público, como instrumento estratégico de formação dos indivíduos, de coesão comunitária, de afirmação da soberania, de renovação da identidade e de revitalização do imaginário.
Em terceiro lugar, é preciso ter consciência que, sendo o serviço público de televisão vital para qualquer pequena nação, ele pode ter um potencial enorme quando essa nação tem uma língua que a excede e projecta no mundo, como acontece com o português. Atrofiar esse potencial quando a televisão digital terrestre permite justamente ampliá-lo, através de uma lúcida estratégia de produção de conteúdos (informativos, documentais, ficcionais, etc.) seria um gesto de total cegueira política.»
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«a UNESCO tem duas classificações de património completamente distintas, a de "Património Mundial", ou "Património da Humanidade", que se aplica a bens materiais de significado universal, como o Mosteiro dos Jerónimos ou as gravuras do vale do Côa, o Taj Mahal da Índia ou a Grande Muralha da China. E a de "Património Cultural Imaterial", que se atribui a bens imateriais, dado a sua função na conservação da diversidade e o seu papel na vida das comunidades que lhe deram origem. O seu valor decorre pois, mais do que do seu significado universal, do seu enraizamento local e do seu significado comunitário.
Foi nesta, e não na categoria de "Património Mundial" que - ao contrário do que reza a enganadora propaganda provinciana que a propósito tem sido difundida - o fado foi escolhido. Como o foram, e os exemplos ajudam talvez a compreender melhor a natureza do facto, as danças Sada Shin Noh (Japão), a música Mariachi do México, as artes marciais Taekkyeon da Coreia, o Mibu no Hana Taue, ritual de tratamento do arroz do Japão, a equitação francesa, o teatro de sombras chinês, o ritual poético Tsiattista de Chipre, a peregrinação ao Senhor de Qoyllurit'i do Peru, etc.
Aqui fica o esclarecimento de um equívoco que, infelizmente, tem sido sobretudo alimentado por quem tinha por obrigação evitá-lo. Até porque, como tão bem disse Ana Moura, mundial e da humanidade, isso o fado já era há muito...»
Manuel Maria Carrilho, hoje no DN.
domingo, 27 de novembro de 2011
Património ridículo da Humanidade
A Unesco criou a distinção de Património Imaterial da Humanidade para atender aos anseios de países subdesenvolvidos que, carecendo de património material digno de registo, gostariam de ver a sua cultura reconhecida por este organismo internacional. Trata-se, sem rodeios, de uma distinção destinada essencialmente a países de Terceiro Mundo.
Como não poderia deixar de ser, o Portugal actual não poderia ficar de fora deste rating e, nos últimos anos, tornou-se num projecto de primeira ordem da cultura nacional obter o dito galardão para o Fado.
É um velho hábito português, decorrente de um esmagador complexo de inferioridade, esperar que o elogio externo dissipe dúvidas e comprove a qualidade do que é nosso, do que nós fazemos, conhecemos e apreciamos melhor que ninguém. A autoconfiança sendo nenhuma, venera-se pateticamente o reconhecimento externo, o único credivel aos nossos olhos.
O Fado é um património cultural que dispensa qualquer reconhecimento da Unesco, não precisa de galardões nem certificações; é superior a isso e já é há muito conhecido e admirado internacionalmente, mesmo em países onde não se fala uma palavra de Português. Será possível que nenhum dos envolvidos tenha parado para pensar e perceber que é profundamente absurdo e ridículo submeter um património nacional que é indiscutível à avaliação de uma organização internacional? Imaginemos que a resposta da Unesco tinha sido negativa: o Fado deixava de ser digno de registo?
À notícia da distinção, vêm-se sucedendo as reacções emotivas e desproporcionadas, de um terceiro-mundismo sem qualquer noção do ridículo, para já não falar dos resultados práticos que advirão. Até agora, a única razoável que ouvi foi a de Ana Moura: «O Fado sempre foi Património da Humanidade».
Enquanto isto, o património material e insubstituível - que, ao contrário do Fado, não está de boa saúde - esse continua a degradar-se e a perder-se: castelos em ruínas, igrejas a serem pilhadas, bairros históricos descaracterizados e cobertos de grafittis, edifícios com valor arquitectónico a serem demolidos enquanto que se constroem monstruosidades, como o novo Museu dos Coches. Daqui por uns meses, os mesmos que agora se armam em defensores da cultura portuguesa lá estarão na inauguração do mais recente caixote de betão a poluir a Lisboa.
Mas isso já não interessa à "cultura" oficial. O que é bom para a caça ao voto e para a infantilização e o abandalhamento da populaça, para além do pão e do circo, são estas medalhinhas de bom comportamento dadas por estrangeiros, para podermos ter muito orgulho em sermos portugueses. E, à falta de melhor, arranja-se sempre um concurso da maravilha natural, gastronómica ou outra para elevar o banal à condição de prodígio.
Entretanto avança para a Unesco a candidatura para o Fado de Coimbra também ser património imaterial da Humanidade. O ridículo não dá tréguas. Por este andar, também o Porto quererá ter o seu fado e a sua medalinha da Unesco, para os caciques locais não ficarem atrás dos de Lisboa e de Coimbra. Daí até ao «O meu fado é mais património da Humanidade do que o teu» será um passo.
Infelizmente e por mais voltas que se dê, a alarvidade e o terceiro-mundismo portugueses acabam sempre por vir à tona, com ou sem o incentivo do Estado. Há alturas em que, de facto, dá vontade de fazer as malas e não voltar.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Duran Duran - Girl Panic
Aconselha-se ecran inteiro e moderação.
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preso na retina
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Moodem-me lá isso!
Serei só eu que acho ridículos e embaraçosos estes vídeos de orgulho patrioteiro contra a Moody's? Querem contra-argumentar a avaliação do estado desastroso das nossas contas públicas com exemplos de sucesso que nada têm a ver com Economia e de coisas que se passaram há séculos? Em que é que a abolição da pena de morte ou os sucessos passados no futebol ajudam a diminuir as dívidas?
Será que ninguém vê que isto só abandalha ainda mais a nossa imagem internacional?
A avaliação da Moody's até pode estar exagerada, mas é com trabalho sério e não com vídeos que poderemos recuperar da desastrosa avaliação de uma terça-feira, há umas semanas atrás.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Ana Lains - Pouco tempo
É como tenho andado: com pouco tempo para a Internet. Quando passar esta altura mais atarefada, voltarei a postar com mais regularidade e substância.
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Hino da Geração Rasca
Sem queixume em relação às gerações anteriores e com muita autocrítica. E carregado de razão.
domingo, 30 de janeiro de 2011
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