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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Linhas de Wellington
Enquanto a Espanha tem assinalado com pompa e circunstância o bicentenário do que designa como a sua Guerra da Independência, enaltecendo o seu esforço e exagerando o seu contributo para a derrota da França Napoleónica, em Portugal as comemorações do bicentenário das Invasões Francesas têm estado quase exclusivamente a cargo das Forças Armadas, e gozando de pouca ou nenhuma divulgação e visibilidade. Não faz qualquer sentido que assim seja, já que Portugal foi um dos vencedores daquela que foi, até então, a maior guerra a que o mundo assitiu, abrangendo o continente europeu e extendendo-se para além dele (campanha napoleónica do Egipto, conquista da Guiana Francesa por Portugal), tendo dado um contributo relevante para a vitória dos Aliados. E, no que toca a História, convém que Portugal saiba sempre marcar a sua posição caso contrário outros aproveitarão a oportunidade para revisionismos.
Quando, há uns anos, se deu início às comemorações dos 200 anos das Invasões Francesas, teve lugar em Lisboa um seminário internacional reunindo historiadores militares dos países envolvidos: Portugal, França, Espanha, Reino Unido e Brasil (que no momento das invasões foi elevado a reino e para onde foi transferido o governo e a capital). A perspectiva britânica era de que a Guerra Peninsular tinha sido uma vitória britânica, fruto da qualidade dos exércitos de Sua Majestade e do génio do general Arthur Wellesley (Duque de Wellington), numa campanha em que as tropas portuguesas tinham tido um papel digno mas de mero coadjuvante (as referências era feitas em tom de nota de rodapé...) Por seu turno, na perspectiva francesa, as invasões são ainda hoje referidas como as Expedições: não se tratava de invadir ninguém mas antes de combater o inimigo inglês, libertar os povos das trevas do Ancient Régime e implantar as luzes da Revolução Francesa. Não tardou muito a que tais pontos de vista tivessem resposta portuguesa e espanhola, dando a perspectiva dos invadidos. Recordo-me de ver, na pausa para café, o representante francês a "ferver" com o que tinha acabado de ouvir, vendo que a memória que dos Pirinéus para cá se guarda da ocupação francesa não é melhor do que a que os franceses guardam da ocupação nazi. Duzentos anos depois, as memórias e as feridas continuavam surpreendentemente presentes, e tinha bastado alguma arrogância e convencimento - e quiçá a ideia errada que o Português tudo perdoa, tudo aceita - para o revelar.
Duzentos e dois anos depois da derrota francesa frente ao Exército Anglo-português entrincheirado na Linhas de Torres, chegou às salas este filme português, proposto pela Câmara Municipal de Torres Vedras para comemorar o bicentenário do acontecimento que colocou a povoação do Oeste nos anais da História Militar mundial.
Mais do que uma reconstituição histórica e um filme de guerra, é sobretudo um relato sobre como a guerra (no caso, a Terceira Invasão Francesa) foi vivida por pessoas de todos os géneros, cujas vidas foram alteradas pelos acontecimentos: portugueses, ingleses, franceses ou cidadãos de outras nacionalidades que, por uma razão ou por outra, cá estavam na altura. Tudo isto tendo como pano de fundo a retirada estratégica do Exército Anglo-português e das populações para trás das Linhas de Torres Vedras, levando a cabo a política da terra queimada: uma estratégia que para muitos portugueses implicou passar fome para poder reconquistar a Liberdade e Independência. Serve para lembrar às gerações actuais o que significa para um povo passar por uma guerra e uma ocupação, no exemplo do maior suplício por que o Povo Português passou em toda a sua história.
É um filme de qualidade a todos os níveis, de que destaco a prestação do numeroso e competente elenco. Será emitido futuramente na versão de série de TV mas aconselho vivamente a vê-lo no cinema.
Estão de parabéns Paulo Branco (que produziu), Carlos Saboga (que escreveu), Raul Ruiz (que pré-produziu) e Valeria Sarmiento (que realizou). Está de parabéns o cinema português.
Site oficial do filme: http://www.linesofwellington.com/pt/linhas_wellington_home.php
Site oficial das Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras: http://www.linhasdetorresvedras.com/
Facebook: http://www.facebook.com/linhasdetorresvedras
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domingo, 16 de setembro de 2012
Nada como um bom amuo
Desde que não acabe com a coligação.
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Os últimos dias de Pompeia
sábado, 28 de julho de 2012
Quinque annis
O tempo passa depressa e o Regabophe já completou cinco anos de vida.
Continua como começou: um hobby e apenas isso. É de periodicidade ganária: quando me dá na gana de escrever sai uma nova edição. Em pelo menos um aspecto falhou redondamente: quando começou, era suposto não falar de política e o facto é que foi um dos temas mais frequentes ao longo destes cinco anos. Mas, com tudo o que se passou neste período e a situação a que o país chegou, dificilmente eu poderia evitar o tema. Mas doravante procurarei voltar às origens.
Obrigado a todos quantos têm lido e seguido este blogue.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
North Atlantic
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Portugal nos céus
quarta-feira, 4 de julho de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
Saturday night hully gully
Uma das bandas de maior sucesso dos anos 60, os madeirenses Conjunto Académico João Paulo. Tema de 1965.
sábado, 10 de março de 2012
(D)ouro sobre azul

No meio de tudo o que está a correr mal com a Economia, é um prazer ler notícias como esta:
Em declarações ao Económico, Mário Ferreira, presidente da Douro Azul adianta que "para além dos 22 milhões de euros na construção dos dois navios que acabámos de adjudicar à Navalria, a Douro Azul vai ainda investir mais 28 milhões de euros, num total de 50 milhões de euros, até 2014".
O presidente da Douro Azul diz que "para além dos dois navios, vamos investir um milhão de euros na compra de quatro autocarros, mais 1,4 milhões na renovação de um edifício na baixa do Porto para fazer um centro de acolhimento para quem nos visita e ainda comprar um novo helicóptero para diversificar o negócio". A estes, acrescenta o gestor "há ainda que somar mais dois navios-hotel, dois barcos rabelos e mais autocarros, estes últimos em 2014".
A construção destes navios chegou mesmo a estar pré-acordada com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, mas tal não veio a acontecer.»
Navios portugueses, de projecto português, construídos num estaleiro português. A iniciativa privada a dar cartas e a mostrar como se fazem as coisas como deve ser.
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Portugal sobre as ondas
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Muito a propósito nestes dias de calor
Durante décadas a marca portuguesa mais conhecida em todo o mundo, e que actualmente é vendida em 125 países.
É claro que quando se tem sucesso, surgem logo as imitações. Também rosé, nome latino, garrafa ovalada, rótulo no mesmo estilo:
Este também dispensa apresentações:
Este também dispensa apresentações:
É um lugar comum dizer-se que até há uns anos fazíamos bom vinho mas não o sabíamos vender. De facto havia quem o soubesse vender bem, e vendia; só não quis aprender com a Sogrape quem não quis (pelo que se vê atrás, na América não perderam tempo). O Mateus Rosé é um ícone de bom marketing, sendo que não precisou de copiar ninguém, apostou num nicho de mercado mal explorado (o vinho rosé, que alguns mercados não conheciam), dirigiu-se a uma clientela (essencialmente feminina) que abarca tanto o vinho de mesa como os consumidores de champagne, e vende-se orgulhosamente como um produto português, sem qualquer referência estrangeira.
Uma lição para muitas empresas portuguesas, as quais acham que exportar significa necessariamente adoptar uma falsa identidade estrangeira, uma marca com nome inglês ou italiano, rotular de «Made in Europe» tendo depois de competir com a multidão que, em qualquer parte do mundo, faz o mesmo. Portugal, apesar da má imagem actual pelas razões que sabemos, é visto internacionalmente como um país de bom gosto, de requinte no prazer de viver e de qualidade de vida, e essa é uma mais valia que ainda não é devidamente entendida e valorizada pelas empresas portuguesas, numa altura em que é importante continuar a aumentar as exportações.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Um nome a reter: Sara Sampaio
Não sendo eu especialista na matéria, creio que nunca houve uma portuguesa a conseguir entrar para o clube restricto das chamadas top models. Sara Sampaio, se não se puder considerar já dentro da categoria, está pelo menos no bom caminho, sendo já um nome estabelecido, tendo ganho protagonismo no conhecido anúncio da Axe Excite (ela é o terceiro dos anjos que cai do céu) e conseguindo agora fazer a capa deste mês da Marie Claire francesa.
É positivo para os países haver modelos (e actrizes) suas a alcançarem a fama, porque é uma mais valia para a imagem internacional, num mundo altamente mediatizado e onde os símbolos por vezes fazem a diferença entre a forma como se encara um país, a sua credibilidade e a dos seus produtos. Por vezes tornam-se em símbolos nacionais em determinada época, como foi o caso de Claudia Schiffer nos anos 90, promovida como o rosto da Alemanha reunificada.No caso português, onde há um enorme défice de imagem internacional devidamente trabalhada, a Sara é uma boa notícia. No estrangeiro, sobretudo no norte da Europa, vigora o estereotipo de que Portugal é um país de pescadores rudes e velhinhas vestidas de preto, com lenço na cabeça. É uma lufada de ar fresco que apareça alguém a mostrar o contrário, sobretudo nestes tempos de descrédito e humilhação internacional, em que tudo o que vier de positivo é precioso.
Vale a pena acrescentar que a marca portuguesa Lanidor, com boa presença internacional, a escolheu para a campanha deste Outono-Inverno. Boa sorte para ela e que outras portuguesas a sigam.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Portugueses que devem inspirar outros portugueses
Há muitos, mas hoje lembrei-me destes:
E Viva Portugal!
E Viva Portugal!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Proteccionismo só é pecado para os outros
A Ingenium é um fabricante francês de sistemas da pagamento por multibanco, que recentemente foi alvo de uma oferta de compra por parte de americanos. Mas a compra foi bloqueada pelo Governo Francês, através da empresa Safran (onde tem golden share) e que detém 22% do capital da Ingenium. O ministro francês da indústria declarou esta empresa como sendo de interesse estratégico para o sector electrónico francês, e que não pode ser detida por capitais estrangeiros.
Resta saber se pátria de Colbert também declarou o filme português Mistérios de Lisboa, realizado pelo chileno Raul Ruíz, como estratégico para ser premiado como o melhor filme francês do ano.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
O regresso do Santa Maria Manuela
Uma das mais belas iniciativas portuguesas no domínio marítimo dos últimos anos, a recuperação do lugre Santa Maria Manuela, pela empresa Pascoal e Filhos (Bacalhau Pascoal), teve no Domingo o seu momento final com a chegada do navio a Aveiro.
Este veleiro, gémeo do Creoula, foi lançado à água no dia 10 de Maio de 1937, no estaleiro da CUF em Lisboa, e é um dos sobreviventes da nossa antiga frota de bacalhoeiros. A sua recuperação começou há uns anos no estaleiro Navalria, em Aveiro, onde foram feitas as grandes reparações e reconstruções do casco, tendo os restantes trabalhos sido feitos na Galiza, em Marín.
Todo este trabalho tem podido ser acompanhado no blogue do S.M.M.
Ei-lo agora, em todo o seu esplendor, pronto a efectuar as várias actividades para que foi agora preparado, desde cruzeiros turísticos a expedições científicas.
Uma lição, dada pela iniciativa privada, de como se fazem as coisas bem e de como se preserva o património nacional, em tempos de crise de valores e de negócios de sucata.
Contra ventos ("da História") e tempestades (do Terreiro do Paço, de Bruxelas), ainda existe um Portugal Marítimo!
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Nova AJP PR5 250cc
Ao contrário do que tem sido noticiado, nao é a primeira moto portuguesa de 250cc (a extinta Anfesa fez vários modelos), mas é uma inicativa que mostra como em Portugal, muitas vezes, os melhores exemplos são dados por pequenas empresas.
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Aeroporto para quê?
Para quem não souber, existe um fabricante de aviões 100% português. Trata-se da BRM, uma empresa de Pêro Pinheiro especializada em avionetas ultra-ligeiras.
Um dos modelos, o Land Africa, consegue fazer aterragens e descolagens curtas. Mesmo muito curtas:
Site da BRM. Aconselho uma visita à galeria de fotos e vídeos.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Pedro Malagueta / Michel Legrand - Era uma vez... o Espaço.
(1981. No tempo em que a televisão prestava)
Vale a pena comparar com a versão original, francesa, com a inglesa, alemã, e espanhola (esta última não tem nada a ver com a original).
Isto sim eram programas para crianças, para instruir e educar, sem prejuízo do entretenimento. É chocante a diferença para o lixo que se faz hoje, destinado a degradar os indivíduos desde tenra idade.
Isto sim era produção de uma França que hoje, culturalmente falando, desapareceu, fruto de deixar a Cultura ficar refém de foices e martelos subsidiados pelo estado.
Mas a versão portuguesa também é simbólica de uma época em que nós, Portugueses, ainda não pertencendo ao "clube europeu" e sem estarmos esmagados por complexos de inferioridade, quando mostrávamos do que éramos capazes em comparação com os melhores que de lá vinham, ficava evidente que pouco nos conseguiam superar.
Vale a pena comparar com a versão original, francesa, com a inglesa, alemã, e espanhola (esta última não tem nada a ver com a original).
Isto sim eram programas para crianças, para instruir e educar, sem prejuízo do entretenimento. É chocante a diferença para o lixo que se faz hoje, destinado a degradar os indivíduos desde tenra idade.
Isto sim era produção de uma França que hoje, culturalmente falando, desapareceu, fruto de deixar a Cultura ficar refém de foices e martelos subsidiados pelo estado.
Mas a versão portuguesa também é simbólica de uma época em que nós, Portugueses, ainda não pertencendo ao "clube europeu" e sem estarmos esmagados por complexos de inferioridade, quando mostrávamos do que éramos capazes em comparação com os melhores que de lá vinham, ficava evidente que pouco nos conseguiam superar.
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