Mostrar mensagens com a etiqueta made in Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta made in Portugal. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Cão d'um caneco!


A autêntica e inimitável caneca oficial do Van Dog. Pode ser uma boa prenda para oferecer este Natal aos amigos, aos conhecidos, aos chatos a quem por alguma razão fica mal não dar uma prenda, e por aí adiante. Estas e outras sugestões de Natal podem ser compradas online no site cãoficial do Van Dog.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Para ganharmos todos

Este Outono arrancou em força a campanha «Compro o que é nosso», promovida pela Associação Empresarial de Portugal, como forma de incentivar a preferência de produtos portugueses. Campanhas semelhantes existem noutros países, mas em Portugal esta é especialmente necessária porque, em boa verdade, serão raros os países onde os consumidores sejam tão relutantes em relação à compra dos seus próprios produtos. Por ignorância, complexos de inferioridade ou simples (e estúpido) snobismo, o consumidor português sempre teve queda para presumir que o que é nacional é mau, apesar do slogan publicitário em sentido contrário popularizado por uma conhecida marca de bolachas.


Como em todos os países, em Portugal fazem-se bons e maus produtos. Felizmente que muitos são de boa qualidade, não poucas vezes superior ao que é importado e domina o mercado. Infelizmente esse domínio acontece porque o consumidor muitas vezes nem sequer reconhece um bom produto quando o tem à sua frente, deixando a sua decisão de compra residir na aparência, ou tão simplesmente na marca, pensando adquirir um determinado status apenas por a ostentar - mesmo que isso signifique pagar um preço absurdo por um produto de qualidade inferior.

Esse é um factor que tem sido determinante no virar de costas do consumidor português em relação aos produtos portugueses. Por vezes nem sequer existem defeitos a apontar a um determinado produto português, sendo de boa qualidade, boa aparência e bom preço, mas nem assim as pessoas se decidem a comprar, preocupadas que estão com o que é que os amigos e colegas vão pensar quando os virem com um produto de marca portuguesa.

Um comportamente de auto-desqualificação absurdo e anormal - sobretudo quando comparado com o dos consumidores dos outros países desenvolvidos - e que leva à situação (igualmente absurda, mas compreensível) das empresas portuguesas advogarem a qualidade dos seus produtos com o sucesso na exportação dos mesmos, a tal ponto é grande o complexo de inferioridade que temos. Nem sequer confiamos na nossa própria capacidade de avaliação!

As consequências desta maneira de agir para a nossa economia são ruinosas, não só pela perda de riqueza para vai para o estrangeiro cada vez que se compra um produto importado em desfavor de um produto nacional equivalente, mas também pela constante desvalorização da credibilidade e auto-estima, inibindo o nosso espírito de iniciativa e arruinando a nossa credibilidade externa. Se Portugal hoje é um país em acelerado processo de desindustrialização em muito se deve a esta mentalidade. Sem dúvida que é, como sempre foi, mais fácil e prático importar produtos e vendê-los. Mas - escusado será dizer - isso conduz não só à não produção de riqueza e à sua transferência para fora do país, mas também à sua menor distribuição, uma vez que envolve infinitamente menos mão-de-obra. Muito mais do que a tão apregoada fuga ao fisco, é a substituição de produtos portugueses por estrangeiros o factor que mais tem contribuido para as desigualdades na distribuição de riqueza que se verificam (e agravam) em Portugal.



Se o consumidor português preferisse ou, pelo menos, não descartasse os produtos e serviços portugueses, não haja dúvida que Portugal seria um país mais próspero e com muito menos desemprego. E se as empresas portuguesas fossem mais sólidas (em especial as pequenas e médias), a pressão sobre o poder político para governar bem o país seria maior e mais generalizada, e não apenas privilégio de uma mão-cheia de grandes grupos económicos.



É, portanto, urgente mudar de mentalidade. Exportar é bom e prioritário mas não podemos esperar que os outros comprem os nossos produtos se nós próprios os rejeitamos e desqualificamos. E o nosso mercado, que o facilitismo de alguns sempre classifica de demasiado pequeno, parece não ser assim tão desinteressante para as empresas estrangeiras: dez milhões de consumidores europeus não é nada de se deitar fora. É do nosso interesse mudar a nossa maneira de pensar não só porque a economia portuguesa atravessa uma grave crise mas também porque frequentemente o consumidor fica directamente a ganhar ao preferir um produto português pela sua melhor relação qualidade-preço. E, ao preferirmos produtos nacionais, ficamos todos a ganhar.


Compro o que é Nosso

Imagens de produtos portugueses: barco San Remo 740 Sport; frigorífico digital Meireles NFR 51 WD S; carrinho de bebé Bebecar Racer ST; capacete tri-composito Nexx XR1 Speed; Sumol morangos; consola GPS NDrive G500; colecção Outono-Inverno 2007-8 Ana Sousa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Palavras doces

E que tal este ano, ao dar as Boas Festas, ser parco nas palavras mas abundante nas calorias?

Chocotelegram

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Millenium

Na Polónia, com uma tal de Anna Maria Jopek a substituir a Sara Tavares:

O Aforro Crescente:

Na Grécia:

Um grande banco português, que espero que assim continue.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

AJP



Este é mais um daqueles exemplos de produtos portugueses de excelente qualidade, de prestígio internacional, de sucesso de exportação e... quase desconhecidos do público português em geral.

A AJP é actualmente o único fabricante de motos português a sério (existem outros que ou estão moribundos ou são insignificantes). A sua aposta é fundamentalmente no mercado europeu e a sua rede de vendas em Portugal centra-se no Norte, razão pela qual é raro ver uma AJP nas restantes estradas do país. Os argumentos fortes das motos AJP estão, para além do preço competitivo, na qualidade da concepção e construção, na robustez e numa gama diversificada cujo modelo de topo é a nova PR5 250 Enduro e que se prevê venha a participar no próximo Rali Lisboa-Dakar.

A AJP já tem também o seu lugar na história da engenharia motociclistica ao introduzir uma inovação tecnológica que se tornou na sua principal referência - o braço oscilante em alumínio fundido - e que entretanto já está a ser copiado por alguns dos grandes fabricantes.



Site oficial da AJP
AJP Alemanha
História da AJP

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Vida de Cão


Ah, queres? Então toma:





A ideia de fazer gelados para cães não é nova. Aparentemente começou no Japão, mas a multinacional holandesa Unilever (por outras palavras, a Olá) também fabrica e vende no mercado britânico.
Em Portugal, temos os dos Gelados Globo; esta é mais uma daquelas empresas que nem nos lembramos que existem, apesar de terem dimensão internacional e de nós até consumirmos os seus produtos sem o saber, pois fornecem para outras marcas e para as grandes superfícies com marca branca.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Juntos Venceremos

Chama-se Vinci GT e é um carro de concepção e fabrico português, na categoria dos superdesportivos. Provavelmente já ouviram falar dele. Para um país que há perto de um século que tem indústria automóvel mas raramente com marca própria, esta é sem dúvida uma boa novidade. Por todas as razões óbvias e mais esta: serve para mostrar que em Portugal, ao contrário do que muita gente por esse mundo fora pensa, nós não somos apenas bons a fazer vinhos e conservas de peixe, e que o que é sofisticado e requintado também está ao nosso alcance. Parece exagero, mas a credibilidade de Portugal em matéria de produtos é francamente má por todo o lado, menos nos PALOP e no Brasil. Mas, adiante.



Mas olhando ao pormenor, e sem desmerecer a iniciativa e os seus autores, o Vinci GT sofre de alguns erros, não propriamente de concepção, mas de abordagem ao projecto.

Primeiro, o nome. Um carro de luxo português chamado Vinci? Muitos empresários portugueses conseguer vender a sua roupa fazendo-a passar por italiana, mas vender carros de 300 a 400 mil euros da mesma maneira, decididamente não pega. E num segmento onde o prestígio é grande parte do que se vende, ter complexos de inferioridade ao assumir a nacionalidade é claramente um mau começo.



Segundo, a estética. Qualquer carro desportivo pintado em vermelho Ferrari dificilmente ficará mal. Mas a estética do Vinci GT deixa a desejar. O estilo de linhas arredondadas que ficou conhecido na década passada como o dos carros-sabonete e que saíram de moda no final dos anos 90, a frente demasiado "sul-coreana" para o segmento de mercado a que se dirige, as descontinuidades laterais que, de alguns ângulos, facilmente podem ser confundidas com a carroçaria estar amolgada e, por fim, a traseira demasiado inspirada na dos Ferrari dos anos 60 e 70. Os designers dizem ter-se inspirado nos desportivos dos anos 60 (o que não é própriamente algo de original na indústria automóvel), mas as linhas resultam em sabonete anos 90, mais do que qualquer outra coisa.



Terceiro, os interiores: mais uma vez a estética falhou, e agora clamorosamente. As linhas estão ultrapassadas (o que seria aceitável se fossem do estilo anos 60, tal como é a filosofia do carro; mas não são) e são facilmente superadas por automóveis modernos de escalões inferiores; um bom exemplo disso é o VW Eos, com interiores extremamente bem conseguidos.

Quarto, e este é um pecado "mortal": motor de 6 litros, 470 cv, com uma caixa de transmissões automática?

No ensaio do protótipo no Circuito da Boavista, cujo recorde foi logo batido, alguns pilotos experimentados atestaram as boas qualidades do Vinci GT. Mas parece-me óbvio que o trabalho falhou na estética e no marketing. Para ambicionar ser um sucesso comercial, o Vinci GT precisa - diria impreterivelmente - de duas coisas:

1. Voltar ao estirador do designer e sair de lá com uma estética melhorada, consentânea com o nicho de mercado a que se dirige.

2. Mudar de nome, para algo mais evocativo de Portugal, ou pelo menos que não seja um falso-italiano, que não pareça uma imitação de um produto de prestígio de outro país, com créditos consagrados há muito. Os italianos também não andaram a dar nomes alemães ou ingleses aos seus carros.

Que venha o Vinci GT, que seja um sucesso e que seja motivo de orgulho nacional.

Sites oficiais da empresa e do carro.

domingo, 22 de julho de 2007

Levantar o moral



O mais português dos VW, o Eos, está a ter um assinalável sucesso em todos os mercados, acumulando elogios da imprensa especializada e prémios do descapotável do ano. E a popularidade entre os proprietários é tal que o Eos está a caminho de se tornar num automóvel de culto. A produção em Palmela não tem chegado para as encomendas que chovem da Europa, Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Austrália e Médio Oriente. No Reino Unido, a lista de espera para a versão TDI atinge os 10 meses.

Boas notícias para a economia do país, e para o prestígio do que é feito em Portugal mesmo quando leva marca estrangeira. É pena que em Portugal os noticiários continuem a dar prioridade à politiquice, à propaganda governamental e ao incontornável futebol.