quinta-feira, 22 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um nome a reter: Sara Sampaio

Não sendo eu especialista na matéria, creio que nunca houve uma portuguesa a conseguir entrar para o clube restricto das chamadas top models. Sara Sampaio, se não se puder considerar já dentro da categoria, está pelo menos no bom caminho, sendo já um nome estabelecido, tendo ganho protagonismo no conhecido anúncio da Axe Excite (ela é o terceiro dos anjos que cai do céu) e conseguindo agora fazer a capa deste mês da Marie Claire francesa.
É positivo para os países haver modelos (e actrizes) suas a alcançarem a fama, porque é uma mais valia para a imagem internacional, num mundo altamente mediatizado e onde os símbolos por vezes fazem a diferença entre a forma como se encara um país, a sua credibilidade e a dos seus produtos. Por vezes tornam-se em símbolos nacionais em determinada época, como foi o caso de Claudia Schiffer nos anos 90, promovida como o rosto da Alemanha reunificada.

No caso português, onde há um enorme défice de imagem internacional devidamente trabalhada, a Sara é uma boa notícia. No estrangeiro, sobretudo no norte da Europa, vigora o estereotipo de que Portugal é um país de pescadores rudes e velhinhas vestidas de preto, com lenço na cabeça. É uma lufada de ar fresco que apareça alguém a mostrar o contrário, sobretudo nestes tempos de descrédito e humilhação internacional, em que tudo o que vier de positivo é precioso.

Vale a pena acrescentar que a marca portuguesa Lanidor, com boa presença internacional, a escolheu para a campanha deste Outono-Inverno. Boa sorte para ela e que outras portuguesas a sigam.

sábado, 17 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fim de linha para o TGV

Uma óptima notícia, há muito desejada!

Do Sol (link)

Passos acaba com TGV

OTGV não vai chegar tão cedo a Portugal. O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, decidiu anular o contrato para a construção da linha de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia, apurou o SOL.

Prevê-se agora uma dura luta em tribunal entre o Estado e as empresas privadas responsáveis pelo projecto para apurar se haverá lugar ao pagamento (ou não) de indemnizações.

Passos Coelho assumiu a responsabilidade deste dossiê, definindo que a última palavra seria sua. Nem mesmo o ministro da Economia, que tutela o sector, teria poder de decisão sobre este projecto com forte carácter político.

O ‘cartão vermelho’ ao TGV foi mostrado depois de o Tribunal de Contas(TC) ter informado o Governo que não teria de indemnizar os privados caso anulasse o contrato, pois a obra ainda não recebeu o visto prévio – luz verde – da instituição.

Para não incorrerem em mais gastos, as empresas de construção pararam as obras, tal como o SOL noticiou na última edição.

...Obras que avançaram sem a luz verde.

Mas a dúvida resta: se não fosse a crise, o bom senso teria prevalecido? Talvez não. Em todo o caso, há razões para comemorar!

Pouco a pouco, as boas notícias vão chegando. Mas também as más: discordo de algumas das privatizações e do fim das golden share, que outros países mantêm.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Moodem-me lá isso!

Serei só eu que acho ridículos e embaraçosos estes vídeos de orgulho patrioteiro contra a Moody's? Querem contra-argumentar a avaliação do estado desastroso das nossas contas públicas com exemplos de sucesso que nada têm a ver com Economia e de coisas que se passaram há séculos? Em que é que a abolição da pena de morte ou os sucessos passados no futebol ajudam a diminuir as dívidas?

Será que ninguém vê que isto só abandalha ainda mais a nossa imagem internacional?

A avaliação da Moody's até pode estar exagerada, mas é com trabalho sério e não com vídeos que poderemos recuperar da desastrosa avaliação de uma terça-feira, há umas semanas atrás.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Férias no Mar

...a bordo de um magnífico paquete português.

O Verão do nosso descontentamento

Vento, frio, dores de cabeça e de garganta. E depois pedem-nos para fazer férias «cá dentro».

Imagine-se se fosse um político profissional

Antes de ontem, à conversa com um amigo, veio à memória o crash da bolsa portuguesa em 1987, dias depois de esta ter resistido a um crash de Wall Street. O causador deste crash português foi o próprio Primeiro-Ministro Cavaco Silva, quando em entrevista à RTP avisou que muita gente andava a comprar gato por lebre. No dia seguinte, veio tudo abaixo, muita gente perdeu muito dinheiro e jurou para nunca mais investir em acções. Foi o fim do capitalismo popular, dos pequenos investidores, e a Bolsa de Lisboa passou a ser, definitivamente, uma coutada de grandes especuladores.

A intenção até pode ter sido boa, e era verdade que havia mais gatos do que lebres, mas foi de um enorme irresponsabilidade largar esta bomba. Qualquer pessoa de bom senso, quanto mais um economista, saberia que era um erro.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Festival do cavalo puro sangue lusitano



Este fim de semana, no Hipódromo de Lisboa.



7.000 Kms a pé



Mais um grande filme de Peter Weir, um dos meus realizadores preferidos. Uma lição de como se conta uma história longa sem nunca se tornar monótona. E mais um grande desempenho de Ed Harris.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Grécia vai abaixo

É algo que já se pode dar como certo. Numa sondagem da semana passada, 75% dos gregos ponderam emigrar, o que significa que é toda a gente menos os idosos. 75% é também a quebra no número de turistas de Junho em relação a Maio, por causa das greves e das manifestações. A Grécia tem pouquíssima indústria, agricultura muito fraca, poucos bens exportáveis, sendo que o turismo é O pilar da economia grega.

Haja quem diga as coisas como elas são. Reparem na atitude dos eurodeputados socialistas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eurodúvidas

Nunca fui um entusiasta do Euro: concordei que tivéssemos aderido à moeda única por puro pragmatismo. Primeiro, porque assim os políticos portugueses estavam impedidos de desvalorizar a moeda; segundo, porque a adesão implicava a imposição de alguma disciplina nas contas públicas; terceiro, porque obrigava a economia portuguesa a modernizar-se e a tornar-se mais eficiente, por já não poder contar com a "batota" das desvalorizações da moeda. Dez anos volvidos, tenho de reconhecer que os dois últimos argumentos falharam redondamente: estamos falidos e a nossa economia continua a ser tudo menos competitiva no contexto europeu. Em ambos os casos, a culpa foi dos governos portugueses e da complacência de Bruxelas. Razão pela qual, na minha opinião, continua válida a nossa pertença à moeda única: se saíssemos seria para o governo português desvalorizar o Escudo de imediato, o que não é razoável.

O que aconteceria se Portugal anunciasse que abandonaria o Euro e retomaria o Escudo de forma a poder desvalorizar a sua moeda, e assim tornar as exportações mais competitivas? Simples: o Euro continuaria a existir e os portugueses correriam aos bancos para levantarem o seu dinheiro (em Euros) antes que desvalorizasse. Rebentava o sistema financeiro português.

Mas mesmo ignorando esta consequência imediata, o facto de irmos desvalorizar o Escudo seria por si só negativo. O que é que aconteceu nos 20 anos a seguir ao 25 de Abril em que desvalorizámos o Escudo consecutivamente foi que se desvalorizaram os capitais nacionais, os salários, as reformas, as rendas. O que já não foi pouco e, embora ninguém apareça a apontá-la, é uma das razões para a falência em que estamos. Se voltássemos a fazer isso, retomaríamos a receita para o desastre, mas agora também aumentaríamos a dívida externa contraída e os fluxos de capitais correspondentes às importações, nomeadamente a factura energética.

Por isso, falar em sairmos do Euro não é sequer uma opção. Só nos conviria voltarmos ao Escudo apenas se a moeda única acabasse no seu todo, para toda a gente. O que não é uma hipótese a excluir, da maneira como a União Europeia se afunda na decadência, sem que possamos fazer o quer que seja, num sentido ou noutro.

O que devemos, responsavelmente, fazer é preparar-nos para esse cenário, caso se verifique. É outra grande tarefa a somar à recuperação das contas públicas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

XIX Governo

Alguns apontamentos:

1. Confesso que estava céptico quanto ao novo governo, sobretudo a partir do momento em que reapareceram em cena algumas figuras de má memória, como Fernando Nogueira. Temi que viesse aí mais do mesmo. Mas não, pelo contrário: as escolhas do PSD parecem enterrar definitivamente o cavaquismo. Pedro Passos Coelho está a surpreender-me pela positiva e, pelo que vi até agora, está a parecer-se com o primeiro ministro de que Portugal precisa; oxalá não venha a desiludir. Além de quadros do seu próprio partido, foi bastante bem sucedido nos independentes que incluiu na sua equipa. O CDS aposta em gente enérgica e determinada, que tem demonstrado conhecimentos, e comprovadamente com ganas para enfrentar problemas. Penso que estamos perante o primeiro governo de Direita em Portugal nesta III República.

2. Em Portugal, as instituições prezam muito quem «é da casa», quem «conhece os cantos à casa», com reconhecidos cabelos brancos (muitas vezes de incompetência) o que na maioria das vezes significa que esse alguém não vai mudar nada nessa «casa», nem contrariar os interesses instalados, por muito que a «casa» em questão precise de uma grande limpeza. Por esta lógica, o melhor ministro da saúde que se pode desejar será um médico, o melhor da educação será um professor, e por aí adiante; e depois é o que se sabe. Pois bem, neste governo nenhum ministro é «da casa», o que é precisamente aquilo de que o país precisava há muito: pedradas no charco. Melhor ainda (e pior ainda para os poderes instalados), trata-se de sangue novo, gente (em princípio) sem telhados de vidro. Vão ter trabalho muito difícil pela frente, mas também vão ser difíceis de contrariar.

3. Serão poucos os ministros que não terão de travar guerras totais, de tão diametralmente opostos que são aos poderes instalados. Nuno Crato contra todo o M. da Educação mais os subsídio-dependentes da "Kultura", Paulo Macedo para por ordem no fartar vilanagem do SNS, Álvaro Santos Pereira com a questão das PPP, Paula Teixeira da Cruz contra o establishment da Justiça, e Paulo Portas para colocar em prática uma política externa à medida das necessidades actuais do país, que inclua a aproximação a outros países e espaços que não apenas os habituais, e com ganhos concretos. Temos de ter o bom senso de reconhecer que o nosso ciclo europeu acabou e adaptar-nos às novas circunstâncias, sem mais perdas de tempo do que o estrictamente necessário enquanto membros da UE, enquanto esta durar.

4. É também a chegada da minha geração a pastas ministeriais, e com elementos vindos do sector político com soluções válidas para o país. Há 20 anos, éramos a «geração rasca», mas o facto é que são alguns de nós quem vai atacar de frente a situação calamitosa deixada por tanta "modernização" feita pelos "revolucionários" vindos das duas gerações precedentes.

5. Pedro Passos Coelho cresceu em Angola. Paula Teixeira da Cruz e Assunção Cristas nasceram em Luanda. Angola é hoje um dos principais parceiros comerciais de Portugal, além de destino e origem de investimento. Dezenas de milhares de angolanos escolheram viver em Portugal, e 400 mil portugueses mudaram-se para Angola nos últimos anos. Não são os cínicos "ventos da História", que pretenderam colocar "colonizados" e "colonialistas" para sempre em lados diferentes de um muro artificial, ideológico e racista, que foi imposto por interesses de terceiros. Não: são as voltas que o Império dá!

6. As atenções estão viradas para a economia e finanças, e para as reformas do Estado. Mas uma das áreas em que o novo governo tem desafios mais importantes pela frente é precisamente aquela a que o país está mais desatento e que tem sido mais preterida na atribuição de recursos: a Defesa. Portugal está hoje na circunstância de estar inserido num bloco europeu politica e economicamente problemático; e num bloco militar em acelerada decadência, com os EUA enfraquecidos e relutantes em auxiliar a Europa; e aliados europeus (a começar pelo nosso aliado mais antigo) empobrecidos e moralmente fracos, que se desarmaram e não são minimamente capazes de responder às suas próprias necessidades, quanto mais fornecer meios para nos auxiliar em caso de necessidade. Há também sinais de uma possível desintegração de Espanha e, por outro lado, uma agressividade internacional crescente, em parte produto da crise económica. Para grande azar nosso, esta circunstância estratégica (a mais grave desde o fim da Guerra do Ultramar) dá-se no pior momento económico em mais de 100 anos, o que nos dificulta a renovação de meios e impede de adquirirmos capacidades que compensem a ausência de aliados credíveis. Por isso, e ao contrário do que se possa pensar, a tarefa que espera o Dr. José Pedro Aguiar Branco é tudo menos menor e simples: é um trabalho meticuloso e realista de decidir onde gastar o limitadíssimo orçamento de que disporá. A prioridade deve ser dada à Marinha, onde a necessidade é mais urgente e que actua no espaço que nos é mais determinante; e onde existe a vantagem de podermos recorrer à produção nacional, além de impulsionar exportações. Mas não é só a Marinha. E - pela vossa riquíssima saúde! - não cortem ainda mais nos efectivos.

7. O que se anuncia com este novo governo é um período de corrida pela salvação nacional, de correcção de problemas criados ao longo de décadas, e de normalização da realidade nacional. E insisto bastante neste aspecto: Portugal precisa de voltar a ser um país normal. Chega de sermos tubo de ensaio de experiências ideológicas, de destruirmos o que se tem e se sabe que funciona em nome de experimentarmos receitas que se calculam erradas, por vezes desastrosas. Chega de projectos inviáveis e dos argumentos fantasiosos que são usados para os justificar. Chega de pretensas causas, demagógicas e populistas, que tantas vezes escondem intenções totalitárias. Temos passado por um processo de bananização, de abandalhamento das instituições e dos indíviduos. Isto tem que ser revertido.

Portugal tem de voltar a ser um país normal!

7. Tenha-se votado ou não, sendo do agrado ou não, o facto é que este governo formado pelo PSD e o CDS será o Governo Português durante os próximos anos. Pedro Passos Coelho é o nosso Primeiro-Ministro. Se quisermos que o país se recupere devemos apoiar este governo. Se discordarmos do rumo seguido, devemos apontar soluções alternativas e ser construtivos. Mas este não é o momento nem nos podemos dar ao luxo de fazermos oposição por mero egoísmo ou capricho. Não podemos continuar como até aqui. Temos de recuperar mais do que as finanças e a economia: temos de recuperar os nossos valores, a nossa auto-estima e o nosso orgulho perante os outros povos.

Para que um dia, se Deus quiser, possamos dizer: «Batemos no fundo, sim. Mas recuperámos e agora estamos de pé!»

O país tem de se colocar no rumo certo e de dar o litro. Temos de estar unidos e dar o tudo por tudo.

Boa Sorte Dr. Pedro Passos Coelho e restante Governo!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um traste



Está a tornar o Reino Unido numa parvónia desarmada e depois faz isto: Cameron humiliates first sea lord over Libya in Commons. Um autêntico canalha.