terça-feira, 15 de abril de 2008

Dom Sandeman faz 80 anos

O logotipo do Porto Sandeman, nasceu em 1928 da mão do pintor George Massiot Brown. Com a sua capa de estudante português e chapéu de aba larga, o “Dom Sandeman” foi uma das primeiras imagens de marca criadas no mundo, tornando-se num ícone entre os fabricantes de bebidas, e tendo servido de inspiração a outras marcas, nomeadamente em Espanha, com o touro da Osborne.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Receita para o desastre

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo.
A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
E em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce.
Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo.
E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

Do Estado Sentido

High-tech campónio

Hoje, no jornal das 8 da SIC, foi revelado mais um prodígio da técnica: os rebanhos de cabras, ao devorarem a vegetação (ie, a massa combustível, como dizem os bombeiros) ajudam a prevenir os incêndios, ou pelo menos a sua intensidade e velocidade de propagação.

Valeu a pena fazer o protocolo com o MIT e a Microsoft! O país está mesmo a entrar nos eixos.

Com o tempo, talvez as "instâncias superiores" e até mesmo esta jornalista ainda percebam que se a Agricultura não tivesse sido votada ao abandono nas últimas décadas, e se houvessem mais rebanhos, os incêndios não teriam as dimensões calamitosas que têm.

Além disso, cabras e ovelhas conseguem uma coisa que os helibombardeiros não conseguem: produzir leite (e lacticínios), carne, lã e peles. É compatível com a exploração florestal e, supresa das surpresas, gera emprego; até ao alcance dos pobres dos licenciados. Não é tão high-tech, tão wireless, mas funciona, mesmo no Século XXI.

Multa quem pode, obedece quem deve

As Avenidas Novas, por serem uma zona onde há enorme dificuldade em se arranjar lugar de estacionamento e por ser normalmente frequentada por pessoas mais civilizadas e mais endinheiradas que a média nacional, são talvez o bairro mais flagelado pela obsessiva caça à multa levada a cabo pela EMEL. Estão sempre de plantão, nos seus balcões de multas montados em carrinhas Toyota Hiace, com alguns reboques amarelos (de uma empresa subcontratada) por perto, em prontidão, tal qual uma força de reacção rápida.

Nos últimos dias assisti ao seguinte.

1. O período de estacionamento pago e exclusivo a residentes é das 8 às 20h aos dias de semana, e em alguns locais (como na zona do Saldanha) entre as 8 e as 13h aos Sábados de manhã. Este Sábado, às 12h50, na Rua Actor Taborda, estava um EMEL escondido à entrada de um prédio de esquina, do lado de dentro da curva, a ver se ninguém dava por ele. Felizmente que sei com o que é que conto e dei logo por ele. Senão, ainda apanhava uma multa por estacionar num dos muitos lugares disponíveis, e que iria ficar "legal" daí a uma dezena de minutos.

2. Um condutor estacionou, como deve ser, num local devidamente autorizado. Ao desligar o motor, logo se aproximou uma "fiscal" da EMEL. «Não tenho moedas para o parquímetro mas vou ali ao café trocar dinheiro. Não demoro nada» - disse-lhe o condutor. Foi e veio a uma pastelaria a uns 30 metros e, de facto, não chegou a demorar um minuto; quando voltou, a "fiscal" da EMEL acabava de preencher o formulário da multa. Não adiantou nada protestar contra a sacanice. Tolerância zero, extorsão máxima.

3. Este terceiro incidente já não tive oportunidade de acompanhar desde o início, mas pelo que percebi, um condutor deixou o seu carro por poucos minutos parado na esquina de uma placa central, num cruzamento. Quando voltou já ali estava a Hiace da EMEL (estacionada da mesmíssima e ilegal forma), multa a ser passada, não um mas dois reboques parados por perto e um macaco metido debaixo do carro multado. A EMEL queria fazê-lo pagar não só a multa mas também a despesa de um dos reboques.

O condutor simplesmente chamou a Polícia, que logo apareceu. Eu sempre soube que a partir do momento em que o condutor está presente, o carro autoado não precisa de ser rebocado, uma vez que pode sair pelos seus próprios meios. Aparentemente, era isto que a Polícia dizia aos EMEL, advogando pelo condutor. Pelo contrário, o piquete da EMEL alegava um novo decreto que os autorizava a rebocar e a cobrar a despesa, a partir do momento em que o reboque chegasse ao local antes do condutor (o que neste caso não demorou muito, porque estão sempre a rondar).

O condutor, indignado, defendia-se que o reboque tinha chegado depois, no que era apoiado por outras pessoas presentes.

Por ter uma pessoa à minha espera, não fiquei a assistir até ao fim ao "espectáculo" em que acabaram por estar 5 veículos (o carro do condutor, a Hiace da EMEL, os dois reboques e o carro da PSP) ao mesmo tempo parados num cruzamento; mas só um é que foi punido por isso.

Mas o que mais chocou ao grupo de gente que assistiu foi a atitude de insolência e arrogância com que os funcionários da EMEL falavam com a própria Polícia, numa postura de superioridade hierárquica, tratando os agentes como uns amadores intrometidos que não sabiam o que diziam nem conheciam as leis. Num momento mais quente da discussão, chegaram mesmo ao ponto de dizer que o carro iria ser rebocado mesmo contra a vontade da Polícia e que o macaco já não sairia de debaixo do carro.

Concluindo: Lisboa está entregue às aves de rapina e a própria PSP está a ser desautorizada. Mas isto é nas Avenidas Novas. Eu gostaria era de ver os "corajosos" funcionários da EMEL fazerem o mesmo em Chelas ou noutro bairro menos comedido; será que por lá toda a gente estaciona legalmente?

sexta-feira, 28 de março de 2008

UHF - Matas-me com o teu olhar

Os meus parabéns aos UHF pelos seus 30 anos de carreira!

Site oficial dos UHF

Um país de milionários

O Zimbabué, sob o governo de Robert Mugabe, regista actualmente uma taxa de inflação anual de 100.000%. Há dias atrás, o salário de um professor era de 40 milhões de dólares zimbabueanos. O preço corrente de uma sandes mista é de 100 milhões.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Do you feel lucky, punk?

A propósito do post do Cap Créus no Fora dos Eixos sobre a autorização do governo canadiano para a caça às focas.
A questão é que é mesmo necessário: há várias espécies protegidas que desde que a sua caça foi interdita não só se recompuseram para números considerados normais como também os superaram. E o excedente acaba por desequilibrar o reino animal, e a proporção entre predadores e depredados. É o caso das focas no Canadá, das baleias e - por incrível que pareça - dos elefantes na África do Sul, onde, no ano passado, o governo autorizou a caça (controlada) ao elefante de forma a eliminar os excedentes.

Para o comum dos mortais, habituado a ouvir falar que estas espécies estão em extinção, custa a acreditar, mas no fundo isto são boas notícias.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Tomem e embrulhem!

Vinailles Internationales 2008, concurso internacional de vinhos realizado recentemente em Paris.

Países concorrentes: 36

Vinhos concorrentes: mais de 3 mil.

Método de prova: escolha cega.

Vencedor: Portugal.

Vinho vencedor: Syrah de 2005, produzido pela casa Ermelinda Freitas, das terras de Fernando Pó, no concelho de Palmela (a primeira colheita deste produtor foi em 2004).

Preço: 20 euros.

Site da Casa Ermelinda Freitas

Rodrigo Leão com Adriana Calcanhoto - A Casa

quarta-feira, 19 de março de 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

Riqueza borda fora

No Diário Económico de hoje:

Portugal desperdiça 17 mil milhões por ano no mar

As actividades directas e indirectas relacionadas com o mar contribuem para 11% do PIB, equivalentes a 17 mil milhões de euros. Mas estão exploradas apenas a metade da capacidade: 34 mil milhões, segundo um estudo.

Jaime Martins Alberto

Os números confirmam o que os políticos ao longo de décadas não têm conseguido. Actualmente as actividades económicas relacionadas directa e indirectamente com o mar contribuem para 11% do Produto Interno Bruto (cerca de 17 mil milhões). De acordo com um estudo que 20 das maiores empresas nacionais encomendaram à SAER (Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco) caso o Estado “reoriente as suas políticas estratégicas para os próximos 25 anos” o contributo do mar para a economia pode “facilmente” duplicar, atingindo os 22% do PIB.

Numa altura em que tanto se fala do alto desemprego do país (8%, o valor mais alto dos últimos 21 anos) este estudo liderado por Ernâni Lopes, aponta o mar como um dos sectores com maior capacidade para absorver desempregados. “Os sectores ligados ao turismo e ao mar absorverão os desempregados das outras áreas. O mar pode-se tornar a área mais empregadora do país”, explica José Poças Esteves, co-autor do estudo que será publicado no final do ano.

Em Dezembro de 2006, o Governo criou a Estratégia Nacional para o Mar, que prevê, entre outras medidas, um maior aproveitamento da energia das ondas, a ampliação da plataforma continental ou a adaptação do princípio do balcão único a todos os assuntos relacionados com o mar. Mas este conjunto de boas intenções não parece estar a convencer o Presidente da República, que – alertado para todas as potencialidades da maior zona económica exclusiva da Europa – exigiu ver resultados práticos até Novembro deste ano. “É preciso passar à acção”, avisou Cavaco no final do ano passado. “Essas palavras são um encorajamento para que se faça mais”, reage o secretário de Estado da Defesa e Assuntos do Mar, João Mira Gomes.

Enquanto o Estado não passa a acção, as empresas privadas vão abrindo caminho. Apesar de ainda estar numa fase inicial de investigação, a SAER adiantou ao Diário Económico algumas das suas primeiras conclusões. Como é caso das áreas mais rentáveis e atractivas para as empresas: transportes marítimos e portos, turismo náutico (como a construção, hibernação e ‘catering’ de barcos), biotecnologias, aquacultura e educação (com a criação de novos cursos navais nas universidades). “Estes clusters têm um forte potencial de crescimento e de retorno do investimento”, diz Poças Esteves.

Perante estas possibilidades, não espanta que tenha sido a sociedade civil a encomendar o estudo coordenado pelo antigo ministro das Finanças, Ernâni Lopes – e que conta com o contributo de quinze personalidades anónimas “especialistas em várias matérias”. Pela voz da Associação Comercial de Lisboa (ACL), vinte empresas nacionais – como a EDP, Galp, BES, BCP, PT, Lisnave ou as Conservas Ramirez – pagaram entre si 250 mil euros pelo parecer da SAER. A maior fatia coube aos dois bancos privados. “Eles querem saber quais os sectores que mais se podem desenvolver. E onde podem investir”, aponta Pedro Madeira Rodrigues, secretário-geral da ACL.

A equipa de Ernâni Lopes também deixará sugestões quanto à orgânica política do Estado. “Se o mar é assim tão importante, tem que ter um ministério próprio”, diz Poças Esteves.

As áreas mais atractivas para as empresas

1 - Centro do comércio mundial
A zona económica exclusiva portuguesa é dezoito vezes maior do que o território terrestre nacional e a maior da Europa. Segundo a SAER, o comércio marítimo – que “cresce a dois dígitos por ano” – já é uma actividade central na economia mundial. Mas ainda está longe de o ser em Portugal. “Os transportes são tão baratos que a globalização fez disparar esta forma de mobilidade no globo. Noventa por cento dos transportes de comércio em todo o mundo são feitos pelo mar”, diz José Poças Esteves. As “auto-estradas do mar” são também uma das prioridades do Governo. Na cimeira última luso-francesa, José Sócrates assinou uma parceria com França para a cooperação na vigilância, segurança e combate à poluição.

2 - A aposta na cosmética
Parques eólicos off-shore, exploração da biodiversidade aquática (que podia ser usada na indústria cosmética), investigação científica da produção de microalgas ou aproveitamento das energias renováveis (como as ondas do mar), são algumas das possibilidades que este ‘cluster’, como a SAER o identifica, oferece. E cuja tendência é para crescer com o aumento da plataforma continental. “Teremos acesso a zonas hidrotermais e de biodiversidade ainda com mais potencial. Pela primeira vez, a ONU atribuiu a um país, a Portugal, a jurisdição de uma área ao largo da nossa costa, a ‘Rainbow’. Uma área muito rica”, explica o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar, João Mira Gomes. De toda a zona económica exclusiva portuguesa, apenas 0,6% corresponde a áreas ambientalmente protegidas.

3 - Mais barcos e mais marinas
O turismo náutico é uma área cada vez mais atractiva principalmente para os turistas estrangeiros. As condições naturais, que permitem todo o tipo de actividades recreativas no mar não têm, porém, uma equivalência quanto às infraestruturas. Portugal precisa, segundo o estudo da SAER, de mais empresas ligadas à construção e reparação naval, de locais preparados para receber barcos durante a noite, mais marinas com capacidade para grandes embarcações, uma melhoria substancial da qualidade e dos portos e até de novas indústrias de ‘catering’ especializadas em actividades ligadas ao mar. Paralelamente, as universidades devem criar mais cursos navais capazes de formar técnicos que cumpram todos estes objectivos nas várias áreas profissionais.

A Sociedade Civil está a mexer-se. A opinião pública, de tanto descrédito nos políticos, já percebeu que é consigo mesma que pode contar. Depois do estudo da CIP sobre o novo Aeroporto de Lisboa, a moda das empresas e associações sectoriais passarem a agir como forças vivas na Nação - sim, leram bem: Nação - chegou, e ainda bem. Trocam-se ideias, debatem-se projectos, fazem-se estudos estratégicos (que custam muito dinheiro mas apenas uma fracção de, por exemplo, o que um filme do Manoel de Oliveira custa ao Estado), dizem-se verdades, lembram-se oportunidades de aproveitar recursos e de fazer as coisas bem.

Ainda há esperança para este país.

sábado, 15 de março de 2008

Remodelação sangrenta: a verdade sobre o 11 de Setembro

Marillon Cotillard, a bela francesa a quem a Academia de Hollywood atribuiu o Óscar de melhor actriz deste ano:

«Mentem-nos sobre imensas coisas: Coluche, o 11 de Setembro [...]. Tenho a tendência para concordar com a teoria da conspiração. [As Twin Towers] eram um elefante branco porque foram acabadas em 1973 e para substituir todos os cabos, para modernizar toda a tecnologia, sairia muito mais caro remodelar do que destruir.»

Minha filha: aproveita que agora tens dinheiro e compra um cérebro.

Primeiro estranha-se, depois detesta-se.

Há muito tempo que não provava uma porcaria tão grande. Há xaropes para a tosse menos desagradáveis. A autêntica água suja do Capitalismo!

quarta-feira, 5 de março de 2008

Engenheiro da onça

Carlos Moia, o organizador da Meia Maratona de Lisboa, contou hoje à tarde na RTP que quando, nos anos 90, procurava montar a primeira edição, o então ministro das obras públicas, Engenheiro Ferreira do Amaral, opõs-se a que a corrida atravessasse a Ponte 25 de Abril. Alegava Ferreira do Amaral que havia dúvidas se o tabuleiro aguentaria com o peso de milhares de pessoas ao mesmo tempo, e que era preciso esclarecer isso com os engenheiros americanos que tinham projectado a ponte, no final dos anos 50.

Ou seja, a ponte foi projectada para permitir a passagem de centenas de automóveis, camiões e autocarros ao mesmo tempo, combóios nos dois sentidos ao mesmo tempo, mas Ferreira do Amaral (recorde-se, actual administrador da Lusoponte) tinha dúvidas se aguentaria com uns milhares de pessoas.

Uma coisa é não ter vontade política para deixar fazer as coisas ou ter vontade para não deixar fazer, algo a que os responsáveis políticos são muito dedicados. Mas isto foi apresentar pretextos cretinos e pateticamente ignorantes para um engenheiro. É uma vergonha que esta criatura tenha sido ministro em Portugal.

A ele também se deve o facto de a ponte Vasco da Gama não poder incluir uma ferrovia (uma previdência que tinha sido tomada com a então Ponte Salazar, pelo governo do mesmo nome), apesar de já existirem planos para um TGV para Espanha e de um novo aeroporto de Lisboa em Rio Frio.

Foi a época do «quanto mais betão, melhor», e podía-se sempre construir uma outra ponte com 17 quilómetros.

Sobre os seus méritos de governante, estou esclarecido; mas continuo curioso para saber em que universidade é que Ferreira do Amaral se formou, em que altura do ano concluíu o curso e de onde é que enviou o fax.

terça-feira, 4 de março de 2008