Há umas semanas atrás, o director dos serviços secretos portugueses sofreu um violento acidente de automóvel na Av. da Liberdade, em Lisboa. Seria grave, mesmo que não se tivesse passado nas vésperas de uma cimeira internacional em Lisboa.
No dia seguinte, o assunto morreu.
Até há um mês atrás, foram notícia as mortes de fetos em mães recém-vacinadas contra a Gripe A. Passados uns dias, o assunto morreu.
Entretanto, no princípio de Dezembro, o número (total) de mortes com Gripe A disparou. A última vez que ouvi, ía em 40. Entretanto, não se fala mais nisso, o assunto passou a ser completamente ignorado pelos media. Morreu.
O sismo da semana passada foi falado e debatido na própria Quinta-feira. Na Sexta, o assunto morreu.
PS. (22 Dez) Entretanto foi hoje noticiada mais uma morte. Vamos em 54.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Adivinha-se uma visita do Rei Juan Carlos a Portugal
Depois de um referendo na Catalunha, com 95% a favor da independência, uma visita a Portugal de Su Majestad, convenientemente aplaudido, vem mesmo a calhar para as imagens serem transmitidas em Espanha: «¡Mira como ellos quieren ser españoles!»
Sismo: o conselho errado da ANSPC
Há anos atrás, ouvi na rádio uma entrevista a um funcionário do governo americano cujo único trabalho é esperar que aconteça um sismo importante para ir lá observar e tirar conclusões do que aconteceu e como foi enfrentado. É simutâneamente sismólogo, engenheiro civil e técnico de protecção civil.
Uma das conclusões que tirou e que comunicou a instâncias superiores é que, por todo o mundo, muita gente morre por seguir um conselho errado que é dado pelas autoridades sobre como reagir a um sismo: abrigar-se debaixo de mesas.
As mesas estão, na maior parte das vezes, no centro das divisões e, portanto, do centro do tecto, o seu provável ponto de quebra em caso de ruptura. E é óbvio que não há mesa que aguente com um tecto que lhe caia em cima.
Nos EUA, a protecção civil já se corrigiu; cá (e em muitos outros países) ainda não.
Uma das conclusões que tirou e que comunicou a instâncias superiores é que, por todo o mundo, muita gente morre por seguir um conselho errado que é dado pelas autoridades sobre como reagir a um sismo: abrigar-se debaixo de mesas.
As mesas estão, na maior parte das vezes, no centro das divisões e, portanto, do centro do tecto, o seu provável ponto de quebra em caso de ruptura. E é óbvio que não há mesa que aguente com um tecto que lhe caia em cima.
Nos EUA, a protecção civil já se corrigiu; cá (e em muitos outros países) ainda não.
Red Bull Air Race - Eu alfacinha afirmo:
É escandaloso que a RBAR venha para Lisboa. O Rio Douro é o cenário ideal para este evento. Mais parece um anfiteatro feito à medida.
E é óbvio que se as câmaras do Porto e de Gaia fossem PS isto não sucederia. Lisboa tem condições para receber muitos outros eventos, não precisa de prejudicar outras cidades. Indecente.
E é óbvio que se as câmaras do Porto e de Gaia fossem PS isto não sucederia. Lisboa tem condições para receber muitos outros eventos, não precisa de prejudicar outras cidades. Indecente.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ide e fornicai-vos
No Reino das Bananas em que a Grã-Bretanha se tornou surgiu mais um prodígio do Estado-Pai Natal (último grau do Estado Providência): o Serviço Nacional de Saúde vai distribuir a pílula a adolescentes gratuitamente e sem necessidade de receita médica. Basta ir às farmácias. A medida - diz o governo - visa diminuir o número de jovens adolescentes que engravidam acidentalmente, uma estatística em que os britânicos há muito lideram a Europa. Este é o estado actual da educação das futuras gerações na Europa: os pais não educam, a Igreja não existe, o Estado reclama-se o papel de protector, educador e orientador espiritual, ensinando anti-valores e promovendo a selvajaria.
Ao menos que, já agora, também lhes ofereçam filmes porno para começarem em grande.
Não tarda a moda irá chegar cá, até aposto.
Gordon Brown é o pior primeiro-ministro que o Reino Unido alguma vez teve.
PS. Punchline politicamente correcta: mas então e os homosexuais? Distribuir a pílula não é uma discriminação?
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coisas bem feitas,
Lava mais branco
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Sheena Easton - For your eyes only
As versões editadas das músicas, para além de gravadas em estúdio e portanto em condições controladas, são na maioria das vezes o resultado da escolha e da mistura das melhores prestações dos artistas em uma ou várias sessões de gravações, até se obter o resultado tido como ideal. Por essa razão, muito raramente as actuações ao vivo atingem a qualidade das versões editadas. Mas, neste concerto em 1983, Sheena Easton conseguiu quebrar a regra.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Boa Baixa
Excelente fim de tarde hoje na Baixa de Lisboa. Temperatura suave, muita gente sem haver multidões, e muitas compras, apesar da crise. Deu gosto ver a Pollux (cuja esplanada no terraço só por si já merece uma ida à Baixa) cheia de clientes e de produtos portugueses, de marcas que não se vêem nas grandes superfícies tradicionais. O Bráz & Bráz está uma sombra do era, mas lá vai vendendo.
Pena não ter levado a máquina fotográfica.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Os civilizados reconhecem-se
"Compreende-se a razão pela qual o vosso país é tão respeitado na Ásia e como conseguiu manter um império durante tanto tempo"...
Excelente post a ler no Estado Sentido.
Ainda a propósito, uma notícia antiga mas interessante:
Portugal e Tailândia aliados há 500 anos
Nacional 2009-06-12 12:08
Portugal e a Tailândia conheceram-se há 500 anos e, para assinalar a data, em 2011, o antigo Sião quer oferecer a Portugal uma réplica em teca de um Pavilhão, uma construção típica tailandesa a instalar na frente ribeirinha de Lisboa.
A réplica, cuja instalação defronte da Cordoaria Nacional está dependente da cedência de um terreno da Administração do Porto de Lisboa ao município da cidade, é uma das iniciativas com que a Tailândia pretende comemorar, em 2011, os 500 anos das relações diplomáticas com Portugal.
Este e outros projectos vão ser apresentados durante uma visita de cinco jornalistas portugueses, incluindo da agência Lusa, à Tailândia, a convite da embaixada em Lisboa.
A visita, que começa no domingo, insere-se no âmbito das comemorações do V centenário das relações diplomáticas e prevê deslocações a Banguecoque e a Ayutthaya, respectivamente actual e antiga capital da Tailândia, onde há vestígios de igrejas católicas e cemitérios portugueses e onde ainda vivem descendentes lusos, ambos fruto da passagem dos portugueses pelo reino ao longo de cinco séculos.
Portugal, por enquanto, não definiu um programa comemorativo.
Em declarações à Lusa, o embaixador português em Banguecoque, António de Faria e Maya, referiu que ainda não foi criada a Comissão Nacional Interministerial (ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura) para as comemorações, aguardando-se que, "até ao final deste ano", se realize a reunião da Comissão Mista (Portugal/Tailândia) para "aprovar um programa conjunto".
Algumas das propostas portuguesas em estudo passam pela edição, em ambos os países, de um selo-postal e de documentos históricos inéditos sobre as relações luso-tailandesas, assim como pela realização de espectáculos de dança e música, exposições itinerantes de artes plásticas e um congresso.
Não é a primeira vez que a Tailândia oferece a reprodução de um Pavilhão, edifício disposto em colunas com pináculos dourados, a um país para assinalar as suas relações diplomáticas. Alemanha e Suíça já têm exemplares.
No caso português, a intenção foi manifestada há dois anos pela Embaixada da Tailândia em Lisboa ao assessor diplomático da autarquia, José Gouveia Melo, que foi embaixador em Banguecoque entre 1982 e 1989.
O local escolhido para receber a réplica - que "demora um ano a fazer" e cujas peças são encaixadas umas nas outras, sem pregos - é "um terreno junto ao rio, em frente à Cordoaria Nacional", que pertence à Administração do Porto de Lisboa, entidade com a qual o município da cidade está a negociar a cedência da área, salientou José Gouveia Melo.
A Tailândia propõe-se também avançar com a segunda fase das escavações arqueológicas no Ban Portuget (Bairro Português) de Ayutthaya que, na década de 90, puseram a descoberto as fundações da Igreja de São Domingos e esqueletos quase intactos no cemitério, conservados num trabalho a cargo da Fundação Calouste Gulbenkian e do Departamento de Belas-Artes da Tailândia.
Além da Igreja de São Domingos, foram construídas em Ayutthaya, por parte dos missionários cristãos portugueses, mais duas igrejas: a de São Paulo e a de São Francisco.
No ano passado, a Tailândia efectuou escavações na zona onde se supunha ter existido a Igreja de São Paulo, mas apenas foram encontrados vestígios de um templo budista.
A directora-adjunta do Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian, Maria Fernanda Matias, manifestou à Lusa o interesse da instituição em continuar a apoiar técnica e financeiramente os trabalhos de preservação das ruínas em Ayutthaya, desde que sejam descobertos efectivamente vestígios portugueses.
Portugal foi o primeiro país europeu a estabelecer relações com o antigo Sião, tendo os dois Estados assinado um tratado de comércio e amizade em 1516, cinco anos depois da chegada do enviado do governador da Índia Afonso de Albuquerque, Duarte Fernandes, à capital do reino, Ayutthaya.
Através deste tratado, os portugueses instalaram uma feitoria em Ayutthaya, que albergava missionários, comerciantes e mercenários e que subsistiu até à destruição da capital pelos exércitos birmaneses, em 1767.
Em sinal de agradecimento ao apoio prestado pelos portugueses nas guerras com o rei da Birmânia, o Sião concedeu-lhes terras numa zona mais afastada do reino, correspondente à actual Banguecoque, onde ainda hoje, em duas áreas distintas separadas pelo rio Chao Phraya, mantêm-se de pé as igrejas de Santa Cruz e do Rosário.
No antigo Bairro do Rosário, onde, a par de Santa Cruz, os portugueses procriaram com siamesas e espalharam a fé católica, "ainda vivem várias famílias de apelido português e, no cemitério, encontram-se até lápides com inscrições" na Língua de Camões, assinalou a historiadora Maria da Conceição Flores, autora de "Os Portugueses e o Sião no Século XVI" e que acompanhou as primeiras escavações arqueológicas em Ayutthaya.
Em 1820, num novo gesto de gratidão, o reino do Sião ofereceu à coroa portuguesa o terreno, em Banguecoque, onde se localiza a embaixada lusa, a mais antiga representação diplomática portuguesa no mundo e na Tailândia.
No Açoriano Oriental.
Excelente post a ler no Estado Sentido.
Ainda a propósito, uma notícia antiga mas interessante:
Portugal e Tailândia aliados há 500 anos
Nacional 2009-06-12 12:08
Portugal e a Tailândia conheceram-se há 500 anos e, para assinalar a data, em 2011, o antigo Sião quer oferecer a Portugal uma réplica em teca de um Pavilhão, uma construção típica tailandesa a instalar na frente ribeirinha de Lisboa.
A réplica, cuja instalação defronte da Cordoaria Nacional está dependente da cedência de um terreno da Administração do Porto de Lisboa ao município da cidade, é uma das iniciativas com que a Tailândia pretende comemorar, em 2011, os 500 anos das relações diplomáticas com Portugal.
Este e outros projectos vão ser apresentados durante uma visita de cinco jornalistas portugueses, incluindo da agência Lusa, à Tailândia, a convite da embaixada em Lisboa.
A visita, que começa no domingo, insere-se no âmbito das comemorações do V centenário das relações diplomáticas e prevê deslocações a Banguecoque e a Ayutthaya, respectivamente actual e antiga capital da Tailândia, onde há vestígios de igrejas católicas e cemitérios portugueses e onde ainda vivem descendentes lusos, ambos fruto da passagem dos portugueses pelo reino ao longo de cinco séculos.
Portugal, por enquanto, não definiu um programa comemorativo.
Em declarações à Lusa, o embaixador português em Banguecoque, António de Faria e Maya, referiu que ainda não foi criada a Comissão Nacional Interministerial (ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura) para as comemorações, aguardando-se que, "até ao final deste ano", se realize a reunião da Comissão Mista (Portugal/Tailândia) para "aprovar um programa conjunto".
Algumas das propostas portuguesas em estudo passam pela edição, em ambos os países, de um selo-postal e de documentos históricos inéditos sobre as relações luso-tailandesas, assim como pela realização de espectáculos de dança e música, exposições itinerantes de artes plásticas e um congresso.
Não é a primeira vez que a Tailândia oferece a reprodução de um Pavilhão, edifício disposto em colunas com pináculos dourados, a um país para assinalar as suas relações diplomáticas. Alemanha e Suíça já têm exemplares.
No caso português, a intenção foi manifestada há dois anos pela Embaixada da Tailândia em Lisboa ao assessor diplomático da autarquia, José Gouveia Melo, que foi embaixador em Banguecoque entre 1982 e 1989.
O local escolhido para receber a réplica - que "demora um ano a fazer" e cujas peças são encaixadas umas nas outras, sem pregos - é "um terreno junto ao rio, em frente à Cordoaria Nacional", que pertence à Administração do Porto de Lisboa, entidade com a qual o município da cidade está a negociar a cedência da área, salientou José Gouveia Melo.
A Tailândia propõe-se também avançar com a segunda fase das escavações arqueológicas no Ban Portuget (Bairro Português) de Ayutthaya que, na década de 90, puseram a descoberto as fundações da Igreja de São Domingos e esqueletos quase intactos no cemitério, conservados num trabalho a cargo da Fundação Calouste Gulbenkian e do Departamento de Belas-Artes da Tailândia.
Além da Igreja de São Domingos, foram construídas em Ayutthaya, por parte dos missionários cristãos portugueses, mais duas igrejas: a de São Paulo e a de São Francisco.
No ano passado, a Tailândia efectuou escavações na zona onde se supunha ter existido a Igreja de São Paulo, mas apenas foram encontrados vestígios de um templo budista.
A directora-adjunta do Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian, Maria Fernanda Matias, manifestou à Lusa o interesse da instituição em continuar a apoiar técnica e financeiramente os trabalhos de preservação das ruínas em Ayutthaya, desde que sejam descobertos efectivamente vestígios portugueses.
Portugal foi o primeiro país europeu a estabelecer relações com o antigo Sião, tendo os dois Estados assinado um tratado de comércio e amizade em 1516, cinco anos depois da chegada do enviado do governador da Índia Afonso de Albuquerque, Duarte Fernandes, à capital do reino, Ayutthaya.
Através deste tratado, os portugueses instalaram uma feitoria em Ayutthaya, que albergava missionários, comerciantes e mercenários e que subsistiu até à destruição da capital pelos exércitos birmaneses, em 1767.
Em sinal de agradecimento ao apoio prestado pelos portugueses nas guerras com o rei da Birmânia, o Sião concedeu-lhes terras numa zona mais afastada do reino, correspondente à actual Banguecoque, onde ainda hoje, em duas áreas distintas separadas pelo rio Chao Phraya, mantêm-se de pé as igrejas de Santa Cruz e do Rosário.
No antigo Bairro do Rosário, onde, a par de Santa Cruz, os portugueses procriaram com siamesas e espalharam a fé católica, "ainda vivem várias famílias de apelido português e, no cemitério, encontram-se até lápides com inscrições" na Língua de Camões, assinalou a historiadora Maria da Conceição Flores, autora de "Os Portugueses e o Sião no Século XVI" e que acompanhou as primeiras escavações arqueológicas em Ayutthaya.
Em 1820, num novo gesto de gratidão, o reino do Sião ofereceu à coroa portuguesa o terreno, em Banguecoque, onde se localiza a embaixada lusa, a mais antiga representação diplomática portuguesa no mundo e na Tailândia.
No Açoriano Oriental.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O bug do milénio e outras mega-mentiras
Segundo a imprensa de hoje, o petróleo está a aumentar nos mercados porque, ao contrário do que se pensava e apesar das gigantescas reservas que se têm encontrado nos últimos anos (nomeadamente no Brasil, em África e na Ásia), e das também gigantescas que se sabem existir na Antártida e no Ártico, a previsão da indústria é que o petróleo acabe mais cedo do que se pensa.
Onde é que eu já ouvi isto?
Aliás, estas previsões catastrofistas da parte de "especialistas" e que o cidadão comum não tem como confirmar, são uma rotina.
Lembram-se do que se dizia há dez anos? Na passagem de ano de 1999 para 2000, mal caíssem as 00h00 de 1 de Janeiro de 2000, os computadores entenderiam que se tinha voltado a 1 de Janeiro de 1900. Era o chamado Bug do Milénio. O problema informático em si era por vezes verdadeiro, mas só afectou uma percentagem ínfima de computadores. Agora as consequências anunciadas pelos media mundiais, essas foram (no mínimo) manifestamente exageradas: os computadores dos bancos e das bolsas iriam colapsar, levando a uma catástrofe financeira e económica a nível mundial; os sistemas de controlo de tráfego aéreo iriam bloquear levando ao caos na aviação, aliado ao crashing dos computadores dos aviões que estivessem no ar e que deixariam de poder ser pilotados; as centrais eléctricas, nomeadamente as nucleares iriam ficar descontroladas, e até as armas atómicas poderiam ser disparadas automáticamente, levando ao holocausto nuclear.
Hoje parece ridículo, absurdo, mas o facto é que tudo isso foi previsto. Até ao pormenor - talvez não ideológicamente inocente - de se dizer que os computadores fabricados na antiga URSS, usando tecnologia diferente da americana, seriam imunes ao bug. Com a mileniomania instalada, e enquanto algumas pessoas chegavam ao ponto de constituir reservas de bens essenciais, o problema foi discutido nas mais altas esferas (não podiam ser acusados de não fazerem nada) e soluções foram avançadas. Além dos milhões gastos em software (comprar novo, actualizar e inspeccionar a compatibilidade), milhares de vôos na passagem de ano foram cancelados, e até o Exército Britânico foi colocado em alerta nessa noite.
E quando o segundo fatal chegou? Tudo normal, nada a assinalar à parte de um ou outro raríssimo incidente algures, por confirmar.
Sem surpresas, o assunto que chegou a mobilizar as Nações Unidas, caíu no esquecimento.
Anos antes do Bug do Milénio, já tinha havido outra catástrofe anunciada, por especialistas e não-especialistas: o buraco na camada do Ozono. Grande parte da comunidade científica não resistiu a alinhar na mentira em troca dos seus 15 minutos de fama. Excepção à regra, o francês Haroun Tazieff, o mais prestigiado vulcanólogo do mundo, juntou outros cientistas de renome para um manifesto denunciando a mentira que era esta nova "catástrofe ambiental", que o buraco do ozono sempre existira e que tudo não passava de infoterrorismo [sic]. Exposta a mentira, o assunto morreu mas sem que antes os governos não produzissem legislação a proibir gazes CFC; o que está correcto mas que foi um maná para a indústria, ao obrigar à substituição de muitos produtos (desde sprays a frigoríficos) já existentes.
Hoje, é o aquecimento global (ver também comentários a este link), propagandeado um pouco por todo o lado e por todos os sectores políticos, recorrendo a figuras da política como Al Gore. Para chamarem a atenção para as consequências para os seus países, o governo das Maldivas reuniu debaixo de água e o do Nepal vai reunir no monte Evereste. Apesar das denúncias da comunidade científica séria, a mega-mentira continua, servindo de pretexto à colecta das ditas ecotaxas e à substituição prematura de equipamentos existentes, nomeadamente automóveis, apesar dos actuais serem pouco ou nada diferentes tecnológica e ecológicamente dos de há dez anos, à excepção dos eléctricos e dos híbridos, o novo negócio. Nunca se fala de modernizar o que existe, mas sempre de comprar novo. As denúncias existem, mas têm dificuldade em passar para a opinião pública.
Neste contexto, vale a pena aqueles que já ouviam notícias nos anos 70 e 80 recordarem qual era a moda info-climática da altura: o arrefecimento global. Estávamos a caminho de uma nova era glaciar. Lembram-se?
Onde é que eu já ouvi isto?
Aliás, estas previsões catastrofistas da parte de "especialistas" e que o cidadão comum não tem como confirmar, são uma rotina.
Hoje parece ridículo, absurdo, mas o facto é que tudo isso foi previsto. Até ao pormenor - talvez não ideológicamente inocente - de se dizer que os computadores fabricados na antiga URSS, usando tecnologia diferente da americana, seriam imunes ao bug. Com a mileniomania instalada, e enquanto algumas pessoas chegavam ao ponto de constituir reservas de bens essenciais, o problema foi discutido nas mais altas esferas (não podiam ser acusados de não fazerem nada) e soluções foram avançadas. Além dos milhões gastos em software (comprar novo, actualizar e inspeccionar a compatibilidade), milhares de vôos na passagem de ano foram cancelados, e até o Exército Britânico foi colocado em alerta nessa noite.
E quando o segundo fatal chegou? Tudo normal, nada a assinalar à parte de um ou outro raríssimo incidente algures, por confirmar.
Sem surpresas, o assunto que chegou a mobilizar as Nações Unidas, caíu no esquecimento.
Anos antes do Bug do Milénio, já tinha havido outra catástrofe anunciada, por especialistas e não-especialistas: o buraco na camada do Ozono. Grande parte da comunidade científica não resistiu a alinhar na mentira em troca dos seus 15 minutos de fama. Excepção à regra, o francês Haroun Tazieff, o mais prestigiado vulcanólogo do mundo, juntou outros cientistas de renome para um manifesto denunciando a mentira que era esta nova "catástrofe ambiental", que o buraco do ozono sempre existira e que tudo não passava de infoterrorismo [sic]. Exposta a mentira, o assunto morreu mas sem que antes os governos não produzissem legislação a proibir gazes CFC; o que está correcto mas que foi um maná para a indústria, ao obrigar à substituição de muitos produtos (desde sprays a frigoríficos) já existentes.
Hoje, é o aquecimento global (ver também comentários a este link), propagandeado um pouco por todo o lado e por todos os sectores políticos, recorrendo a figuras da política como Al Gore. Para chamarem a atenção para as consequências para os seus países, o governo das Maldivas reuniu debaixo de água e o do Nepal vai reunir no monte Evereste. Apesar das denúncias da comunidade científica séria, a mega-mentira continua, servindo de pretexto à colecta das ditas ecotaxas e à substituição prematura de equipamentos existentes, nomeadamente automóveis, apesar dos actuais serem pouco ou nada diferentes tecnológica e ecológicamente dos de há dez anos, à excepção dos eléctricos e dos híbridos, o novo negócio. Nunca se fala de modernizar o que existe, mas sempre de comprar novo. As denúncias existem, mas têm dificuldade em passar para a opinião pública.
Neste contexto, vale a pena aqueles que já ouviam notícias nos anos 70 e 80 recordarem qual era a moda info-climática da altura: o arrefecimento global. Estávamos a caminho de uma nova era glaciar. Lembram-se?
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Spam dá multa
Los Angeles – Sanford Wallace, auto-proclamado «rei do spam», foi condenado por um juiz norte-americano a pagar uma multa de 482 milhões de euros à rede social Facebook, por entrar em contas que eram depois utilizadas para a distribuição massiva de mensagens de phishing entre os membros da rede.
Todos os cêntimos que ele tiver de pagar serão merecidos. Porque o spam incomoda e porque ele se auto-proclamou de rei.
Aguardo que o exemplo seja seguido por cá e seja alargado à publicidade não solicitada que nos é colocada na caixa de correio e no vidro do carro (e depois chove e ficam colados). São os dentistas, são os restaurantes indianos e nepaleses, são as janelas e caixilhos, para já não falar no «Compro carros usados» a torto e a direito. Multa neles!
É bom que este tal de "rei do spam" tenha tido jeito para o negóio e posto algum de parte, porque para juntar 482 milhões de euros, é preciso realmente muito spam.
Todos os cêntimos que ele tiver de pagar serão merecidos. Porque o spam incomoda e porque ele se auto-proclamou de rei.
Aguardo que o exemplo seja seguido por cá e seja alargado à publicidade não solicitada que nos é colocada na caixa de correio e no vidro do carro (e depois chove e ficam colados). São os dentistas, são os restaurantes indianos e nepaleses, são as janelas e caixilhos, para já não falar no «Compro carros usados» a torto e a direito. Multa neles!
É bom que este tal de "rei do spam" tenha tido jeito para o negóio e posto algum de parte, porque para juntar 482 milhões de euros, é preciso realmente muito spam.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
O charme de um clássico
Lembro de uma vez conversar com um português que tinha estado no Japão, no final dos anos 60, tendo tido oportunidade de visitar uma fábrica da Honda. O construtor de motos japonês tinha-se lançado recentemente no mercado automóvel com um mini, o Honda N360, equipado com um motor de moto (de 360cc, dois cilíndros), e transmissão por corrente. «Não vai ter sucesso» - pensou o visitante português, que ainda assim ficou impressionado com o profissionalismo e organização dos japoneses, que no final da visita lhe pediram de volta o boné dado aos visitantes; os bonés iriam para a lavagem para depois serem reutilizados noutras visitas. Ele pensou: «Que Diabo! Uma empresa tão grande e não são capazes de oferecer um boné aos visitantes!». Regras são regras e os japoneses não brincam em serviço: e o resultado é que não só pequeno Honda foi um sucesso como a Honda não tardou a implantar-se no mercado automóvel nos anos seguintes, e menos de 20 anos depois estava na Fórmula 1 e com uma parte da capital da British Leyland, para ensinarem os ingleses a fazerem automóveis como deve ser. Aproveitando a onda de revivalismo que já foi aproveitada pela Mini e pela Fiat, chegou a vez da Honda lançar um carro eléctrico com as linha do clássico N360.


Acho que o Fiat 500 tem melhor aspecto mas este ainda é só o protótipo.
domingo, 18 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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