Depois de, recentemente, a companhia aérea chinesa Spring Airlines ter anunciado estar a considerar introduzir em serviço aviões em que os passageiros viajam de pé, era de esperar que Ryanair & Cª seguissem o exemplo. Recordo que em Junho passado, após divulgar as primeiras perdas nos ganhos anuais em 20 anos, a Ryanair anunciou que está em negociações com a Boeing para projectar um avião (B737) com apenas uma casa de banho em vez das três actuais. Isso daria espaço para mais seis assentos.
A nova ideia é reduzir o comprimento dos assentos e também a distância entre eles, com os viajantes instalados com cinto de segurança atado à cintura, de modo a que o número de passageiros aumente até 40%. A Spring Airlines, que deverá tomar uma decisão até ao fim do ano, calcula uma redução de custos de 20%. Parte-se do princípio que não vão ter o descaramento de não reduzir a tarifa, nem de cortar nas casas de banho (ou arriscam-se a ter um problema muito sério a bordo, pelo menos com os passageiros do sexo masculino).
Modelo de transporte de passageiros de pé, concebido pela Airbus.Muito francamente, não me imagino a viajar desta maneira, e penso que serão poucos os que aceitarão. Até porque há questões de segurança que devem ser levadas em conta, como por exemplo, que posição adoptar numa aterragem de emergência.