terça-feira, 27 de agosto de 2013
Recomenda-se: Jobs
Não sendo um filme excepcional, dando o desconto que faz parte da construção do mito em trono de Steve Jobs, e que provavelmente não será 100% fiel à verdade, que obviamente serve os interesses de marketing da Apple, que não resistiu aos clichés sobre os computer geeks e os universitários do final dos anos 60/anos 70, é ainda assim um filme interessante, bem realizado e interpretado, carregado aos ombros por Ashton Kutcher. A figura de Jobs é tratada nas suas várias facetas, do aluno universitário ao empresário visionário, passando pelo relacionamento com os seus próximos, e naturalmente pelos seus ensinamentos. A banda sonora também é bastante bem sucedida.
E para quem teve as primeiras aulas de informática há quase 30 anos (ao teclado de um Bull 80286, de 8 MHz - uma grande máquina na altura), ver este filme desperta memórias e carinho por uma época em que a informática estava a chegar ao alcance do comum dos mortais, com teclados iguais aos das máquinas de escrever electrónicas, monitores de válvulas com ecrãns monocromáticos (onde, quando se movia o cursor de um lado para o outro, deixava um rasto de luz atrás de si) e a informação guardada em disquettes de 5 e 1/4 de polegada, 360 Kbytes de memória - os discos rígidos só apareceram mais tarde. Na altura, era a tecnologia de ponta, a começar a transformar as nossas vidas.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Recomenda-se: Um Caso Real
Bem realizado por Nicolaj Arcel, conta com excelentes desempenhos e todos os condimentos de um bom filme de época (cenários, guarda-roupa e música).
De novo, aconselho a evitar o trailer.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Recomenda-se: Efeitos Secundários
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Linhas de Wellington
Enquanto a Espanha tem assinalado com pompa e circunstância o bicentenário do que designa como a sua Guerra da Independência, enaltecendo o seu esforço e exagerando o seu contributo para a derrota da França Napoleónica, em Portugal as comemorações do bicentenário das Invasões Francesas têm estado quase exclusivamente a cargo das Forças Armadas, e gozando de pouca ou nenhuma divulgação e visibilidade. Não faz qualquer sentido que assim seja, já que Portugal foi um dos vencedores daquela que foi, até então, a maior guerra a que o mundo assitiu, abrangendo o continente europeu e extendendo-se para além dele (campanha napoleónica do Egipto, conquista da Guiana Francesa por Portugal), tendo dado um contributo relevante para a vitória dos Aliados. E, no que toca a História, convém que Portugal saiba sempre marcar a sua posição caso contrário outros aproveitarão a oportunidade para revisionismos.
Quando, há uns anos, se deu início às comemorações dos 200 anos das Invasões Francesas, teve lugar em Lisboa um seminário internacional reunindo historiadores militares dos países envolvidos: Portugal, França, Espanha, Reino Unido e Brasil (que no momento das invasões foi elevado a reino e para onde foi transferido o governo e a capital). A perspectiva britânica era de que a Guerra Peninsular tinha sido uma vitória britânica, fruto da qualidade dos exércitos de Sua Majestade e do génio do general Arthur Wellesley (Duque de Wellington), numa campanha em que as tropas portuguesas tinham tido um papel digno mas de mero coadjuvante (as referências era feitas em tom de nota de rodapé...) Por seu turno, na perspectiva francesa, as invasões são ainda hoje referidas como as Expedições: não se tratava de invadir ninguém mas antes de combater o inimigo inglês, libertar os povos das trevas do Ancient Régime e implantar as luzes da Revolução Francesa. Não tardou muito a que tais pontos de vista tivessem resposta portuguesa e espanhola, dando a perspectiva dos invadidos. Recordo-me de ver, na pausa para café, o representante francês a "ferver" com o que tinha acabado de ouvir, vendo que a memória que dos Pirinéus para cá se guarda da ocupação francesa não é melhor do que a que os franceses guardam da ocupação nazi. Duzentos anos depois, as memórias e as feridas continuavam surpreendentemente presentes, e tinha bastado alguma arrogância e convencimento - e quiçá a ideia errada que o Português tudo perdoa, tudo aceita - para o revelar.
Duzentos e dois anos depois da derrota francesa frente ao Exército Anglo-português entrincheirado na Linhas de Torres, chegou às salas este filme português, proposto pela Câmara Municipal de Torres Vedras para comemorar o bicentenário do acontecimento que colocou a povoação do Oeste nos anais da História Militar mundial.
Mais do que uma reconstituição histórica e um filme de guerra, é sobretudo um relato sobre como a guerra (no caso, a Terceira Invasão Francesa) foi vivida por pessoas de todos os géneros, cujas vidas foram alteradas pelos acontecimentos: portugueses, ingleses, franceses ou cidadãos de outras nacionalidades que, por uma razão ou por outra, cá estavam na altura. Tudo isto tendo como pano de fundo a retirada estratégica do Exército Anglo-português e das populações para trás das Linhas de Torres Vedras, levando a cabo a política da terra queimada: uma estratégia que para muitos portugueses implicou passar fome para poder reconquistar a Liberdade e Independência. Serve para lembrar às gerações actuais o que significa para um povo passar por uma guerra e uma ocupação, no exemplo do maior suplício por que o Povo Português passou em toda a sua história.
É um filme de qualidade a todos os níveis, de que destaco a prestação do numeroso e competente elenco. Será emitido futuramente na versão de série de TV mas aconselho vivamente a vê-lo no cinema.
Estão de parabéns Paulo Branco (que produziu), Carlos Saboga (que escreveu), Raul Ruiz (que pré-produziu) e Valeria Sarmiento (que realizou). Está de parabéns o cinema português.
Site oficial do filme: http://www.linesofwellington.com/pt/linhas_wellington_home.php
Site oficial das Comemorações do Bicentenário das Linhas de Torres Vedras: http://www.linhasdetorresvedras.com/
Facebook: http://www.facebook.com/linhasdetorresvedras
sexta-feira, 13 de julho de 2012
North Atlantic
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Et maintenant, M. Hollande?
Agora vem a parte mais difícil.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Se o avião tivesse chegado ao Porto
domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Duran Duran - Girl Panic
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Draken!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
7.000 Kms a pé
sábado, 28 de maio de 2011
Inspiração: é do que o país mais precisa
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Proteccionismo só é pecado para os outros
domingo, 19 de dezembro de 2010
Blake Edwards
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Quando as guerras eram outras.
Palestina, Primeira Guerra Mundial.
O plano Aliado para acabar com o Império Turco-Otomano está em marcha. Por um lado, as tribos árabes incitadas contra os turcos pelo oficial inglês T. E. Lawrence ("da Arábia"). Por outro, as tropas britânicas contra os bastiões do Exército Turco, armado e aconselhado por oficiais alemães. Entre os britânicos estavam as tropas australianas e neo-zelandesas (ANZAC), cuja infantaria montada (que não era cavalaria, não combatiam a cavalo mas a pé) se cobriram de glória no ataque a Beersheba (actualmente Israel).
The Turkish defences of Beersheba were strongest towards the south and west. There they had a line of trenches, protected by barbed wire, supported by strong redoubts, all constructed along a ridge. To the north and east the defences were much weaker, and crucially lacked any wire. No serious attack was expected from the area of rocky hills east of the town. Beersheba had just been designated as the headquarters of a new Turkish Seventh Army, but on 31 October that army had not yet come into being. The town was defended by 3,500-4,000 infantry, 1,000 cavalry with four batteries of artillery and fifty machine guns.Allenby allocated a very powerful force to the attack on Beersheba. Three infantry and two cavalry divisions would take part in the attack. Two of the infantry divisions were to attack against the main Turkish defences, to the south west of the town, to tie down the Turkish garrison. The third division was to protect against any Turkish reinforcements arriving from the north-west. Meanwhile, the two divisions of the Desert Mounted Corps (Anzac Division and Australian Division) were sent around the town to the east, with orders to sweep into the town through the weaker eastern defences.
Isto é que eram guerras...