terça-feira, 3 de maio de 2011

I love the smell of napalm in the morning

Teve o que merecia? Não. Merecia ter sofrido mais. Os inocentes que estavam nas Twin Towers e de repente levaram com um Airbus em cima e foram inundados com toneladas de gasolina a arder e tiveram uma morte atroz, esses não escolheram o destino que tiveram.

Devia ter ido a tribunal? Devia. Um tribunal internacional ou tão somente um dos EUA, onde o esperaria a pena de morte ou, melhor ainda, a prisão perpétua às mãos dos "infieis" (o que pior que se pode fazer a um candidato a mártir). Merecia ter sido humilhado como foi Saddam Hussein, destruindo qualquer mito. Mas em tribunal poderia ter revelado coisas incómodas para Washington e outros países, nomeadamente o Paquistão.

É claro que há coisas mal explicadas nesta história, e o timing (em pré-campanha presidencial nos EUA) deixa interrogações. Mas, para o que interessa ao Mundo, a justiça foi feita e o exemplo está dado.

Canalhas destes costumam safar-se e morrer na cama (como Yasser Arafat) mas desde o final da Guerra Fria que as coisas tendem a melhorar. O Sheik Yassin (líder do Hamas) levou um míssil anti-tanque em cima; Saddam Hussein foi preso e enforcado; Nino Vieira abatido como um cão; agora Osama Bin Laden. Kadaffi deve estar por dias para chegar a sua vez de saber o bom que é estar junto a uma bomba a explodir.

Quem semeia ventos, colhe tempestades.

5 comentários:

amg disse...

anda por aí uma nova t-shirt com "Bin Laden não sabe nadar, yo!"

António Reis disse...

A versão justicialista da política do novo presidente dos EUA,no fundo é a continuação de um prestável tributo de Bush para a paz no mundo. A história está muito mal contada desde o inicio. Se é verdade que Bin Laden era o instigador do terrorismo internacional, provocando até efeitos colaterais a nível económico, também se poderá eventualmente afirmar que o problema no médio oriente não ficará resolvido. O sangue de inocentes derramado não será apagado, mem me parece que uma política de violência resolva a questão e seja o cerne da solução para a violência. Talvez seja ingenuidade minha...

Paulo Lisboa disse...

Da melhor ou da pior maneira, no mínimo, o Bin Laden teve o que merecia.

Uma vez um amigo meu disse-me uma coisa que nunca mais esqueci: «Quem se mete com o Estados Unidos está tramado!». Esta «execução» do Bin Laden, só prova isso mesmo

Mas ainda falta trazer «à justiça» mais canalhas, como: Mamud Amadinejad, Bashar-Al-Assad, Kim Jong-Il, Fidel Castro, Hugo Chavez e se os EUA tivessem realmente «tomates», toda a corrupta e criminosa oligarquia chinesa, mas isso já é outra história...

Joao Quaresma disse...

António Reis: com gente como Bin Laden a melhor (ou a única) linguagem a usar é a força. Não pode lidar com eles como sendo líderes políticos inimigos: há que lidar com eles como os criminosos que são, até como forma de contrariar a popularidade entre os seus seguidores.

O irónico disto é que depois de quase 10 anos de guerra no Afeganistão, envolvendo dezenas de milhares de homens, Bin Laden é neutralizado através de uma operação de uma força especial, como se fosse o GOE, e como se fosse um perigoso criminoso comum; e no Paquistão.

Joao Quaresma disse...

Amg: está boa, mas o mais apropriado parece-me mesmo ser: «You can run but you can't hide!»