quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bee Gees - You win again

Liquidação de stock

Saturn Sky
Não, não é o El Corte Inglês nem a Zara. É a General Motors.
Além de encerrar a Saab (embora tenha sido prolongado o prazo para possível compra da marca sueca), a Saturn (gama europeia da Opel) e a Pontiac irão (mesmo) sair do mercado uma vez que a produção já foi encerrada em 2009. E como tal, os veículos novos ainda em stock irão ser em breve vendidos com descontos que poderão chegar aos 46%, uma vez que, independentemente do modelo, o preço será sempre de 7 mil dólares (4900€).
Pontiac G8 GXP (motor v8 de 361 Cv). O preço normal ronda os 30.000$ (21000€).

Com preços destes, quase que vale a pena atravessar o Atlântico para ir buscar um. Mesmo tendo de pagar um IA absurdo para os legalizar em Portugal.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tudo de Bom

Um Feliz Natal e um Excelente 2010 para todos os que seguem este blogue.

E, como dizia um grande artista entretanto desaparecido, façam o favor de serem felizes!

João Quaresma

Doce - Ali Babá

Estava-se em 1981...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

As centrais de comunicação a funcionarem

Há umas semanas atrás, o director dos serviços secretos portugueses sofreu um violento acidente de automóvel na Av. da Liberdade, em Lisboa. Seria grave, mesmo que não se tivesse passado nas vésperas de uma cimeira internacional em Lisboa.

No dia seguinte, o assunto morreu.

Até há um mês atrás, foram notícia as mortes de fetos em mães recém-vacinadas contra a Gripe A. Passados uns dias, o assunto morreu.

Entretanto, no princípio de Dezembro, o número (total) de mortes com Gripe A disparou. A última vez que ouvi, ía em 40. Entretanto, não se fala mais nisso, o assunto passou a ser completamente ignorado pelos media. Morreu.

O sismo da semana passada foi falado e debatido na própria Quinta-feira. Na Sexta, o assunto morreu.

PS. (22 Dez) Entretanto foi hoje noticiada mais uma morte. Vamos em 54.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Adivinha-se uma visita do Rei Juan Carlos a Portugal

Depois de um referendo na Catalunha, com 95% a favor da independência, uma visita a Portugal de Su Majestad, convenientemente aplaudido, vem mesmo a calhar para as imagens serem transmitidas em Espanha: «¡Mira como ellos quieren ser españoles!»

Sismo: o conselho errado da ANSPC

Há anos atrás, ouvi na rádio uma entrevista a um funcionário do governo americano cujo único trabalho é esperar que aconteça um sismo importante para ir lá observar e tirar conclusões do que aconteceu e como foi enfrentado. É simutâneamente sismólogo, engenheiro civil e técnico de protecção civil.

Uma das conclusões que tirou e que comunicou a instâncias superiores é que, por todo o mundo, muita gente morre por seguir um conselho errado que é dado pelas autoridades sobre como reagir a um sismo: abrigar-se debaixo de mesas.

As mesas estão, na maior parte das vezes, no centro das divisões e, portanto, do centro do tecto, o seu provável ponto de quebra em caso de ruptura. E é óbvio que não há mesa que aguente com um tecto que lhe caia em cima.

Nos EUA, a protecção civil já se corrigiu; cá (e em muitos outros países) ainda não.

Red Bull Air Race - Eu alfacinha afirmo:

É escandaloso que a RBAR venha para Lisboa. O Rio Douro é o cenário ideal para este evento. Mais parece um anfiteatro feito à medida.

E é óbvio que se as câmaras do Porto e de Gaia fossem PS isto não sucederia. Lisboa tem condições para receber muitos outros eventos, não precisa de prejudicar outras cidades. Indecente.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Ide e fornicai-vos

No Reino das Bananas em que a Grã-Bretanha se tornou surgiu mais um prodígio do Estado-Pai Natal (último grau do Estado Providência): o Serviço Nacional de Saúde vai distribuir a pílula a adolescentes gratuitamente e sem necessidade de receita médica. Basta ir às farmácias. A medida - diz o governo - visa diminuir o número de jovens adolescentes que engravidam acidentalmente, uma estatística em que os britânicos há muito lideram a Europa.
Este é o estado actual da educação das futuras gerações na Europa: os pais não educam, a Igreja não existe, o Estado reclama-se o papel de protector, educador e orientador espiritual, ensinando anti-valores e promovendo a selvajaria.
Ao menos que, já agora, também lhes ofereçam filmes porno para começarem em grande.
Não tarda a moda irá chegar cá, até aposto.

Gordon Brown é o pior primeiro-ministro que o Reino Unido alguma vez teve.
PS. Punchline politicamente correcta: mas então e os homosexuais? Distribuir a pílula não é uma discriminação?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sheena Easton - For your eyes only

As versões editadas das músicas, para além de gravadas em estúdio e portanto em condições controladas, são na maioria das vezes o resultado da escolha e da mistura das melhores prestações dos artistas em uma ou várias sessões de gravações, até se obter o resultado tido como ideal. Por essa razão, muito raramente as actuações ao vivo atingem a qualidade das versões editadas. Mas, neste concerto em 1983, Sheena Easton conseguiu quebrar a regra.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Boa Baixa

Excelente fim de tarde hoje na Baixa de Lisboa. Temperatura suave, muita gente sem haver multidões, e muitas compras, apesar da crise. Deu gosto ver a Pollux (cuja esplanada no terraço só por si já merece uma ida à Baixa) cheia de clientes e de produtos portugueses, de marcas que não se vêem nas grandes superfícies tradicionais. O Bráz & Bráz está uma sombra do era, mas lá vai vendendo.

Pena não ter levado a máquina fotográfica.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os civilizados reconhecem-se

"Compreende-se a razão pela qual o vosso país é tão respeitado na Ásia e como conseguiu manter um império durante tanto tempo"...

Excelente post a ler no Estado Sentido.

Ainda a propósito, uma notícia antiga mas interessante:

Portugal e Tailândia aliados há 500 anos

Nacional 2009-06-12 12:08
Portugal e a Tailândia conheceram-se há 500 anos e, para assinalar a data, em 2011, o antigo Sião quer oferecer a Portugal uma réplica em teca de um Pavilhão, uma construção típica tailandesa a instalar na frente ribeirinha de Lisboa.

A réplica, cuja instalação defronte da Cordoaria Nacional está dependente da cedência de um terreno da Administração do Porto de Lisboa ao município da cidade, é uma das iniciativas com que a Tailândia pretende comemorar, em 2011, os 500 anos das relações diplomáticas com Portugal.
Este e outros projectos vão ser apresentados durante uma visita de cinco jornalistas portugueses, incluindo da agência Lusa, à Tailândia, a convite da embaixada em Lisboa.

A visita, que começa no domingo, insere-se no âmbito das comemorações do V centenário das relações diplomáticas e prevê deslocações a Banguecoque e a Ayutthaya, respectivamente actual e antiga capital da Tailândia, onde há vestígios de igrejas católicas e cemitérios portugueses e onde ainda vivem descendentes lusos, ambos fruto da passagem dos portugueses pelo reino ao longo de cinco séculos.

Portugal, por enquanto, não definiu um programa comemorativo.

Em declarações à Lusa, o embaixador português em Banguecoque, António de Faria e Maya, referiu que ainda não foi criada a Comissão Nacional Interministerial (ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura) para as comemorações, aguardando-se que, "até ao final deste ano", se realize a reunião da Comissão Mista (Portugal/Tailândia) para "aprovar um programa conjunto".

Algumas das propostas portuguesas em estudo passam pela edição, em ambos os países, de um selo-postal e de documentos históricos inéditos sobre as relações luso-tailandesas, assim como pela realização de espectáculos de dança e música, exposições itinerantes de artes plásticas e um congresso.

Não é a primeira vez que a Tailândia oferece a reprodução de um Pavilhão, edifício disposto em colunas com pináculos dourados, a um país para assinalar as suas relações diplomáticas. Alemanha e Suíça já têm exemplares.

No caso português, a intenção foi manifestada há dois anos pela Embaixada da Tailândia em Lisboa ao assessor diplomático da autarquia, José Gouveia Melo, que foi embaixador em Banguecoque entre 1982 e 1989.

O local escolhido para receber a réplica - que "demora um ano a fazer" e cujas peças são encaixadas umas nas outras, sem pregos - é "um terreno junto ao rio, em frente à Cordoaria Nacional", que pertence à Administração do Porto de Lisboa, entidade com a qual o município da cidade está a negociar a cedência da área, salientou José Gouveia Melo.

A Tailândia propõe-se também avançar com a segunda fase das escavações arqueológicas no Ban Portuget (Bairro Português) de Ayutthaya que, na década de 90, puseram a descoberto as fundações da Igreja de São Domingos e esqueletos quase intactos no cemitério, conservados num trabalho a cargo da Fundação Calouste Gulbenkian e do Departamento de Belas-Artes da Tailândia.

Além da Igreja de São Domingos, foram construídas em Ayutthaya, por parte dos missionários cristãos portugueses, mais duas igrejas: a de São Paulo e a de São Francisco.
No ano passado, a Tailândia efectuou escavações na zona onde se supunha ter existido a Igreja de São Paulo, mas apenas foram encontrados vestígios de um templo budista.

A directora-adjunta do Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian, Maria Fernanda Matias, manifestou à Lusa o interesse da instituição em continuar a apoiar técnica e financeiramente os trabalhos de preservação das ruínas em Ayutthaya, desde que sejam descobertos efectivamente vestígios portugueses.

Portugal foi o primeiro país europeu a estabelecer relações com o antigo Sião, tendo os dois Estados assinado um tratado de comércio e amizade em 1516, cinco anos depois da chegada do enviado do governador da Índia Afonso de Albuquerque, Duarte Fernandes, à capital do reino, Ayutthaya.

Através deste tratado, os portugueses instalaram uma feitoria em Ayutthaya, que albergava missionários, comerciantes e mercenários e que subsistiu até à destruição da capital pelos exércitos birmaneses, em 1767.

Em sinal de agradecimento ao apoio prestado pelos portugueses nas guerras com o rei da Birmânia, o Sião concedeu-lhes terras numa zona mais afastada do reino, correspondente à actual Banguecoque, onde ainda hoje, em duas áreas distintas separadas pelo rio Chao Phraya, mantêm-se de pé as igrejas de Santa Cruz e do Rosário.

No antigo Bairro do Rosário, onde, a par de Santa Cruz, os portugueses procriaram com siamesas e espalharam a fé católica, "ainda vivem várias famílias de apelido português e, no cemitério, encontram-se até lápides com inscrições" na Língua de Camões, assinalou a historiadora Maria da Conceição Flores, autora de "Os Portugueses e o Sião no Século XVI" e que acompanhou as primeiras escavações arqueológicas em Ayutthaya.

Em 1820, num novo gesto de gratidão, o reino do Sião ofereceu à coroa portuguesa o terreno, em Banguecoque, onde se localiza a embaixada lusa, a mais antiga representação diplomática portuguesa no mundo e na Tailândia.

No Açoriano Oriental.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O bug do milénio e outras mega-mentiras

Segundo a imprensa de hoje, o petróleo está a aumentar nos mercados porque, ao contrário do que se pensava e apesar das gigantescas reservas que se têm encontrado nos últimos anos (nomeadamente no Brasil, em África e na Ásia), e das também gigantescas que se sabem existir na Antártida e no Ártico, a previsão da indústria é que o petróleo acabe mais cedo do que se pensa.

Onde é que eu já ouvi isto?

Aliás, estas previsões catastrofistas da parte de "especialistas" e que o cidadão comum não tem como confirmar, são uma rotina.

Lembram-se do que se dizia há dez anos? Na passagem de ano de 1999 para 2000, mal caíssem as 00h00 de 1 de Janeiro de 2000, os computadores entenderiam que se tinha voltado a 1 de Janeiro de 1900. Era o chamado Bug do Milénio. O problema informático em si era por vezes verdadeiro, mas só afectou uma percentagem ínfima de computadores. Agora as consequências anunciadas pelos media mundiais, essas foram (no mínimo) manifestamente exageradas: os computadores dos bancos e das bolsas iriam colapsar, levando a uma catástrofe financeira e económica a nível mundial; os sistemas de controlo de tráfego aéreo iriam bloquear levando ao caos na aviação, aliado ao crashing dos computadores dos aviões que estivessem no ar e que deixariam de poder ser pilotados; as centrais eléctricas, nomeadamente as nucleares iriam ficar descontroladas, e até as armas atómicas poderiam ser disparadas automáticamente, levando ao holocausto nuclear.

Hoje parece ridículo, absurdo, mas o facto é que tudo isso foi previsto. Até ao pormenor - talvez não ideológicamente inocente - de se dizer que os computadores fabricados na antiga URSS, usando tecnologia diferente da americana, seriam imunes ao bug. Com a mileniomania instalada, e enquanto algumas pessoas chegavam ao ponto de constituir reservas de bens essenciais, o problema foi discutido nas mais altas esferas (não podiam ser acusados de não fazerem nada) e soluções foram avançadas. Além dos milhões gastos em software (comprar novo, actualizar e inspeccionar a compatibilidade), milhares de vôos na passagem de ano foram cancelados, e até o Exército Britânico foi colocado em alerta nessa noite.

E quando o segundo fatal chegou? Tudo normal, nada a assinalar à parte de um ou outro raríssimo incidente algures, por confirmar.

Sem surpresas, o assunto que chegou a mobilizar as Nações Unidas, caíu no esquecimento.

Anos antes do Bug do Milénio, já tinha havido outra catástrofe anunciada, por especialistas e não-especialistas: o buraco na camada do Ozono. Grande parte da comunidade científica não resistiu a alinhar na mentira em troca dos seus 15 minutos de fama. Excepção à regra, o francês Haroun Tazieff, o mais prestigiado vulcanólogo do mundo, juntou outros cientistas de renome para um manifesto denunciando a mentira que era esta nova "catástrofe ambiental", que o buraco do ozono sempre existira e que tudo não passava de infoterrorismo [sic]. Exposta a mentira, o assunto morreu mas sem que antes os governos não produzissem legislação a proibir gazes CFC; o que está correcto mas que foi um maná para a indústria, ao obrigar à substituição de muitos produtos (desde sprays a frigoríficos) já existentes.

Hoje, é o aquecimento global (ver também comentários a este link), propagandeado um pouco por todo o lado e por todos os sectores políticos, recorrendo a figuras da política como Al Gore. Para chamarem a atenção para as consequências para os seus países, o governo das Maldivas reuniu debaixo de água e o do Nepal vai reunir no monte Evereste. Apesar das denúncias da comunidade científica séria, a mega-mentira continua, servindo de pretexto à colecta das ditas ecotaxas e à substituição prematura de equipamentos existentes, nomeadamente automóveis, apesar dos actuais serem pouco ou nada diferentes tecnológica e ecológicamente dos de há dez anos, à excepção dos eléctricos e dos híbridos, o novo negócio. Nunca se fala de modernizar o que existe, mas sempre de comprar novo. As denúncias existem, mas têm dificuldade em passar para a opinião pública.

Neste contexto, vale a pena aqueles que já ouviam notícias nos anos 70 e 80 recordarem qual era a moda info-climática da altura: o arrefecimento global. Estávamos a caminho de uma nova era glaciar. Lembram-se?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Roger Waters - The Wall at Berlin

Concerto no Verão de 1990. Inesquecível.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Spam dá multa

Los Angeles – Sanford Wallace, auto-proclamado «rei do spam», foi condenado por um juiz norte-americano a pagar uma multa de 482 milhões de euros à rede social Facebook, por entrar em contas que eram depois utilizadas para a distribuição massiva de mensagens de phishing entre os membros da rede.

Todos os cêntimos que ele tiver de pagar serão merecidos. Porque o spam incomoda e porque ele se auto-proclamou de rei.

Aguardo que o exemplo seja seguido por cá e seja alargado à publicidade não solicitada que nos é colocada na caixa de correio e no vidro do carro (e depois chove e ficam colados). São os dentistas, são os restaurantes indianos e nepaleses, são as janelas e caixilhos, para já não falar no «Compro carros usados» a torto e a direito. Multa neles!

É bom que este tal de "rei do spam" tenha tido jeito para o negóio e posto algum de parte, porque para juntar 482 milhões de euros, é preciso realmente muito spam.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sumol Z

O charme de um clássico

Lembro de uma vez conversar com um português que tinha estado no Japão, no final dos anos 60, tendo tido oportunidade de visitar uma fábrica da Honda. O construtor de motos japonês tinha-se lançado recentemente no mercado automóvel com um mini, o Honda N360, equipado com um motor de moto (de 360cc, dois cilíndros), e transmissão por corrente. «Não vai ter sucesso» - pensou o visitante português, que ainda assim ficou impressionado com o profissionalismo e organização dos japoneses, que no final da visita lhe pediram de volta o boné dado aos visitantes; os bonés iriam para a lavagem para depois serem reutilizados noutras visitas. Ele pensou: «Que Diabo! Uma empresa tão grande e não são capazes de oferecer um boné aos visitantes!». Regras são regras e os japoneses não brincam em serviço: e o resultado é que não só pequeno Honda foi um sucesso como a Honda não tardou a implantar-se no mercado automóvel nos anos seguintes, e menos de 20 anos depois estava na Fórmula 1 e com uma parte da capital da British Leyland, para ensinarem os ingleses a fazerem automóveis como deve ser.
Aproveitando a onda de revivalismo que já foi aproveitada pela Mini e pela Fiat, chegou a vez da Honda lançar um carro eléctrico com as linha do clássico N360.

Acho que o Fiat 500 tem melhor aspecto mas este ainda é só o protótipo.

domingo, 18 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Eleições: «Ganhou o Iberismo»

Não sou eu que digo: é o La Vanguardia.

«Gana el iberismo (comercial)

Las elecciones portuguesas las ha ganado el iberismo. No la Iberia idealizada por personajes tan diversos como Fernando Pessoa y Agustí Calvet Gaziel, Henriques Moreira y Francesc Pi i Margall, Oliveira Martins y Francesc Macià, sino el moderno iberismo comercial, el poderoso entramado de intereses que España y Portugal han ido tejiendo desde su ingreso simultáneo en la Comunidad Económica Europea en 1986.

El dinero ha apostado por José Sócrates como garante de una integración económica peninsular que ya no tiene marcha atrás. Y los portugueses cansados de la plastificada mercadotecnia del líder socialista (escuela Zapatero), no han encontrado una alternativa sugerente en la candidata del centroderecha, pilotada a distancia por el presidente de la República, Aníbal Cavaco Silva. La señora Manuela Ferreira Leite quiso ganar las elecciones con tres mensajes de ligero sabor salazarista: regreso a la austeridad de una república contable, renuncia al tren de alta velocidad entre Lisboa y Madrid, y reactivación de los prejuicios antiespañoles, todo ello empaquetado en una valiente campaña antimediática.»
Curioso: não sabia que já o Salazar era contra o TGV...
Nota: a bandeira acima é a da Federação Ibérica proposta em 1854, e não é mais do que o aproveitamento da bandeira da companhia de navegação inglesa Peninsular and Oriental Steam Navigation Company.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Votar com responsabilidade

Num filme-manual de condução em todo o terreno feito pela Land Rover nos anos 70 (disponível aqui e aqui), depois de ser ensinada toda a espécie de técnicas de uso do jipe, a lição termina dizendo: «Aprenda a usar o seu veículo correctamente. Lembre-se: um Land Rover atolado é um embaraço para o proprietário e má publicidade para a marca».

Podemos dizer o mesmo do direito ao voto em Democracia.

Deve ser usado com conhecimento de causa e com sentido de responsabilidade. Um país democrático atolado é um embaraço para o seu povo e má publicidade para o modelo de regime.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Só falta a fraude eleitoral.

Uma das funções das embaixadas é, para além de representar os respectivos países, a de reportarem informações e elaborarem relatórios sobre o país onde estão, de forma a manterem os respectivos governos a par do que se passa. Para além do que é mais óbvio, como o acompanhamento da politica interna e externa, é feita a abordagem da situação económica, o desempenho e o prestígio dos políticos e forças vivas, o moral do população, o funcionamento das instituições, as perspectivas de futuro e os cenários de evolução da situação.

Irá ser interessante, daqui a umas décadas, consultar os arquivos diplomáticos estrangeiros sobre o que as suas embaixadas em Lisboa têm relatado da vida portuguesa nos últimos tempos, e da avaliação do estado do país. Os casos de suspeita de corrupção, DVDs de uma polícia estrangeira a incriminarem o Primeiro-Ministro, credibilidade da justiça, relações da imprensa com o poder político, ministros a fazerem chifres no parlamento, arguidos candidatos, noticiários cancelados, acusações de espionagem ao Presidente da República feita pelo Governo, acusações de lobby castelhano... e o que mais surgir.

E não me admiraria que o que surgisse a seguir fossem acusações de fraude eleitoral no Domingo. Talvez por isso nestas eleições os partidos tenham mobilizado muito mais os seus militantes para fazerem parte das assembleias de voto. É que, não só a disputa pelo votos será muito renhida, como os dois principais partidos têm muito a ganhar e muito a perder. Para muitos, a perda das eleições significará o regresso ao desemprego e por isso tudo vale.

Uma possivel descrição que as embaixadas em Lisboa estarão a fazer é: uma guerra civil travada por todos os meios menos os violentos. Procurando olhar as coisas com alguma distância, é isso que eu vejo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As eleições mais deprimentes de sempre

A campanha eleitoral não o tem sido, em larga medida. Não se tenta convencer ninguém: luta-se pelo poder. Numa batalha de lama, PS e PSD comportam-se como duas prostitutas velhas à bulha pela posse de uma esquina onde já ninguém pára. O CDS tem o mérito de ter colocado as PMEs na agenda e de ser o único partido com preocupações com a agricultura; mas não chega ao ponto de propor medidas concretas neste sector para além de dar os subsídios em falta. O BE, que dantes se proclamava a ovelha negra da política portuguesa, o anti-partido contra o sistema, apresenta-se hoje como uma alternativa de coligação para um governo do sistema, apesar das embaraçosas burrices que incluiu no seu programa. O PCP afunda-se no seu ridículo. Dos ditos pequenos partidos, destaca-se o MEP, com um cocktail de propostas sociais-democratas há muito conhecidas dos discursos do PS, PSD e CDS, sendo a maioria dos restantes pequenos partidos uns meros grupos de pessoas a brincarem aos partidos.

Das questões que afectarão o país, não só nos próximos 4 anos, mas nas próximas décadas, nada. Nada sobre um projecto nacional, que não o de um quintal de partidos políticos, um mercado reduzido a um feudo do Estado e a uma coutada de grupos económicos, e de um território onde a lei e a ordem são cada vez mais precárias.

É catastrófico que nas eleições gerais num país onde o Estado está em tudo e em todo o lado, o debate seja sobre coisa nenhuma. É o caminho da escravatura, ainda que encapotada.

Esta semana, na apresentação do seu novo livro "A Circunstância do Estado Exíguo", o Prof. Adriano Moreira abriu mais uma vez os olhos de todos para o que será a condição de Portugal num futuro próximo - resta saber se não é já a presente. Com a lucidez e o realismo que o tornam numa das grandes figura do Portugal contemporâneo, foi referindo os factos que nos estão a condenar a sermos um país falhado: irrealismo das opções de política externa e comercial, inacessibilidade das elites ao poder, acolhimento irresponsável de imigração desregrada, abandono do espaço rural e do mar, desbaratamento do poder cultural e - no que somos acompanhados por todo o Ocidente - a perda de valores e consequente empobrecimento cultural.

O público presente no auditório do IDN aplaudiu de pé, consciente de que ouvira um discurso de alcance histórico.

Mas serão poucos, dos que ali estavam, que ousarão ter as mesmas opiniões cá fora. Concorda-se mas ninguém se quer queimar repetindo ideias politicamente incorrectas. Cá fora, não convém contrariar o sistema e tentar interromper o processo. O caminho para deixarmos de ser um país e tornarmo-nos numa mole de acéfalos falidos e impotentes fica aberto e pavimentado pelas conveniências.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Porque somos tão atrasados

(Camilo Lourenço, no Jornal de Negócios).

Dois factos ocorridos ontem mostram como funciona o Portugal empresarial: a insolvência da Qimonda Solar e da Rhode. Aparentemente nada as une. Uma quer fazer painéis fotovoltaicos, a outra faz calçado de baixo custo. Na Qimonda o Governo forjou um consórcio com empresas privadas (DST, Visabeira, EDP, BCP, BES...) e públicas (capital de risco) para dar asas a um projecto da Qimonda e da Centro Solar. Objectivo: ocupar 400 pessoas que ficariam sem emprego com o fecho da Qimonda. Poucas semanas depois ninguém se entendeu e o projecto foi pelo cano.
No caso da Rhode também lá anda o dedo do Estado. A empresa, que emprega 984 pessoas, vai apresentar-se à insolvência (a 20 dias das eleições...) e tentar um plano de recuperação.
Tal como na Qimonda o plano é "apadrinhado" pelo Governo: os trabalhadores dizem até que o plano foi sugerido pelo ministro da Economia.
Onde é que isto nos deixa? Tal como na Qimonda Solar o mais provável é que daqui a umas semanas, sem comprador, o destino dos trabalhadores seja o... desemprego.
Os mais ingénuos dirão que o Estado não se pode alhear quando estão em causa milhares de empregos. Errado: deve ficar o mais longe possível deles. Porque nenhuma das empresas tem viabilidade sem novos investidores. E eles não surgem por boa razão...! Meter o Estado nestes processos, fingindo que pode resolver problemas, só faz duas coisas: cria falsas esperanças (adiando a reconversão dos trabalhadores) e atrasa a renovação do tecido empresarial.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Futecarro

Há sempre um novo desporto por inventar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Kay Starr - Wheel of fortune

E se eles não quiserem pagar?

Ninguém gosta ou sequer está disponível para pagar as dívidas de outros. Mas um bebé português nasce, já hoje, com uma dívida pública que terá que pagar quando atingir a maioridade, na forma de impostos. É este o nível de endividamento actual do estado português, deixado às futuras gerações. E ainda sem TGV, nova ponte sobre o Tejo, novo aeroporto e novas scuts, respectivos deslizes nas contas, juros e prejuízos intrínsecos a projectos sem sustentabilidade financeira. Ou seja, estamos a ser chicos-espertos (para não dizer canalhas) para com as futuras gerações.

Resta saber se daqui a 25-30 anos, quando as crianças de hoje forem os eleitores de amanhã, e quando a maioria da população tiver de pagar as dívidas monumentais contraídas para ganhar as eleições de quando eram crianças, apenas recém nascidos ou nem isso, se a pressão popular não irá recusar-se a pagar.

E exigir que sejam as gerações responsáveis por esse endividamento a pagarem a factura.

«Nem mais um euro para o TGV de há 25 anos!» - poderá ser o mote que levará ao poder um governo.

Como pagar as dívidas então? Solução: com as reformas dos que agora têm, por exemplo, entre 35-45 anos (baby-boom de 1965-1975), que são a maior parte da população e que são o eleitorado que realmente decide eleições. Imaginemos toda esta gente privada de reforma durante uns anos até a dívida ficar saldada. Assusta, não é? Mas se isso acontecer, como poderemos dizer que eles não têm razão?

Groundforce

Ganham, na maioria dos casos, cerca de 2000€ e nunca menos de 1500. Têm um dos melhores planos de saúde do país. Têm direito a várias viagens de graça na TAP, por ano. Têm um dia de folga extra por mês para tratarem dos seus afazeres pessoais.

E, apesar da crise económica e na aviação, e da péssima situação financeira em que está a sua - ou melhor, nossa - empresa, ainda têm o descaramento de alinhar numa greve, a um mês de eleições.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Da Democracia na América


Assistir ao intensíssimo debate que está a acontecer nos EUA em torno da criação de um serviço nacional de saúde tem servido para constatar várias coisas.

Primeiro, que dos 45 milhões de norte-americanos que não têm seguro de saúde (e que supostamente ficam à porta dos hospitais), metade não têm porque não querem, e a outra metade é composta em grande parte por imigrantes ilegais. Ou seja, mais uma historieta anti-americana que é desmascarada.

Segundo, que Barack Obama passou de bestial a besta, ao mexer no assunto que originou a declaração de independência em 1776: impostos desnecessários.

Terceiro, vê-se o que é uma democracia participativa a funcionar, e imagina-se como reagiriam os americanos se lhes propusessem aquilo que tem sido levado a cabo junto dos portugueses: Estado a consumir 50% do PIB, receita fiscal igual 36%, SNS sozinho a consumir 20%, operações de mudança de sexo comparticipadas a 50%, transferência de soberania para uma organização internacional que não controla e onde já não tem direito de veto (sem nunca haver referendos), abolição da moeda própria...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Doce - Amanhã de Manhã

Proibido estacionar


(Porto de Lisboa, gare da Rocha Conde de Óbidos)

Estes traços pintados no pavimento devem portanto ser obra de graffiters...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Estado de sítio

Ontem ao princípio da tarde era notório o aparato policial na Praça do Município, com polícias com caras de mau encarando os automobilistas. Ridiculo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Grande 31!

Isto sim, é uma pedrada no charco!
Comunicado do Movimento 31 da Armada:

Daqui posto de comando do Movimento do 31 da Armada:

Durante a madrugada de ontem, e apesar da forte vigilância policial, elementos do 31 da Armada (Darth Vaders) subiram heroicamente até à varanda do Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca.

Há 99 anos atrás, no dia 5 de Outubro, um punhado de homens,contra a vontade da maioria dos Portugueses, tinha feito a mesmíssima coisa proclamando assim a república. O resto do país ficou a saber por telegrama.

Hoje, aproveitando as férias de verão e numa inédita acção de guerrilha ideológica, foi restaurada a legitimidade Monárquica. Podem permanecer calmos nas vossas casas: foi restaurada a Monarquia. E o país fica a saber pela internet. A acção foi devidamente filmada e o video será disponibilizado ao final da tarde.

É o contributo do 31 para as comemorações do centenário da república.


O 10 de Agosto de 2009 ficará na história de Lisboa, talvez de Portugal!

Aqui d'El Rei!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Depois de Charles Bronson...

Agora, o raptor suspeito dos investigadores contratados pelos McCann não é um mas sim uma, e é parecida com Victoria Beckham. O fundo Find Madeleine bem que podia receber uns milhões do David...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nós os ricos

Criou grande alarido na opinião escrita a divulgação de que os ricos portugueses (segundo o critério de rendimentos anuais acima dos 100.000€) são apenas 1% da população (dados de 2006), mas que suportam 25% da receita do IRS. E também que os 15% mais ricos pagam 80% dessa mesma receita. Um aumento face a anos anteriores, em que os 16% mais ricos suportavam 70% das receitas.

Acrescente-se a isto que metade da população não tem que pagar IRS, e veremos que o tão popularmente proclamado «Isto para os ricos é que está bom!» não corresponde minimamente à verdade.

E pergunta-se: e isto tem resolvido o quê? Se fossem verdadeiros os mitos da justiça social e da redistribuição da riqueza pelo Estado, sacralizados nas últimas décadas para servirem de pretexto a uma fiscalidade quase feudal, Portugal há muito que deveria ter os seus problemas de pobreza e de desigualdade resolvidos. A realidade demonstra o contrário, e são justamente os países onde os impostos são mais baixos, onde o peso do Estado é menor e onde a riqueza é menos castigada aqueles que mais se desenvolvem e onde a desigualdade económica e é menor. Vejam-se os países anglo-saxónicos ou o Japão, e conclua-se.

E mesmo deste lado do Atlântico, há quem aprenda a lição: há alguns anos, na Bélgica, o então governo dos socialistas flamengos (bem mais à Esquerda que o nosso PS) simplesmente extinguiu o imposto sobre grandes fortunas como forma de atrair capitais estrangeiros ao país, o que conseguiu. Entre outros, o cantor francês Johnny Hallyday escandalizou os seus conterrâneos ao tornar-se cidadão belga, da mesma maneira que a modelo Laetitia Casta se tinha tornado britânica anos antes.

Com apenas 1% de ricos, Portugal está estatísticamente ao nível da Austrália. O problema é que na despesa pública e no número de pobres, estamos no Terceiro Mundo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As árvores morrem de pé

Depois de, recentemente, a companhia aérea chinesa Spring Airlines ter anunciado estar a considerar introduzir em serviço aviões em que os passageiros viajam de pé, era de esperar que Ryanair & Cª seguissem o exemplo. Recordo que em Junho passado, após divulgar as primeiras perdas nos ganhos anuais em 20 anos, a Ryanair anunciou que está em negociações com a Boeing para projectar um avião (B737) com apenas uma casa de banho em vez das três actuais. Isso daria espaço para mais seis assentos.

A nova ideia é reduzir o comprimento dos assentos e também a distância entre eles, com os viajantes instalados com cinto de segurança atado à cintura, de modo a que o número de passageiros aumente até 40%. A Spring Airlines, que deverá tomar uma decisão até ao fim do ano, calcula uma redução de custos de 20%. Parte-se do princípio que não vão ter o descaramento de não reduzir a tarifa, nem de cortar nas casas de banho (ou arriscam-se a ter um problema muito sério a bordo, pelo menos com os passageiros do sexo masculino).

Modelo de transporte de passageiros de pé, concebido pela Airbus.

Muito francamente, não me imagino a viajar desta maneira, e penso que serão poucos os que aceitarão. Até porque há questões de segurança que devem ser levadas em conta, como por exemplo, que posição adoptar numa aterragem de emergência.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quanto mais picante melhor

Exército da Índia incluirá em seu arsenal a pimenta mais picante do mundo

Nova Deli, 26 junho, RIA Novosti. Cientistas indianos trabalham para desenvolver granadas cujas cargas “não letais” são carregadas com “Bhut Jolokia”, a pimenta mais picante do mundo.

O cientista Dr Sriwastawa, colaborador do Laboratório Especial do Centro indiano de Pesquisas em Defesa, afirmou que esta pimenta será um substituto perfeito ao gás lacrimogênio.

O efeito “picante” da Bhut Jolokia, procedente do noroeste da Índia, chega a um milhão de SHU (Scoville Heat Units, unidade da escala Scoville que mede o efeito picante das pimentas), entretanto o efeito de uma pimenta normal é de duzentas vezes menos e um “spray de pimenta” para defesa pessoal varia de dois milhões a cinco milhões de SHU.

Pesquisadores de um laboratório militar indiano também têm planos de incluir a “Bhut Jolokia” na alimentação dos soldados que cumprem missões nas regiões montanhosas. Segundo os pesquisadores, "uma pode fazer milagres ap elevar a temperatura corporal dos soldados operando em montes cobertos de gelo".

Outra utilização prevista é de usar a pimenta para afugentar os elefantes selvagens das instalações militares.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Guia do empreendedorismo

A Sedes, que hoje realiza o seu IV Congresso dedicado ao tema «A Qualidade da Democracia e o Pós-crise», tem dado nos últimos anos um importante contributo para a sociedade portuguesa identificar as suas lacunas e erros, e para os corrigir no sentido de se modernizar.

Mas, para além das intervenções públicas, editou em 2007 um Guia do Empreendedorismo (disponível em PDF aqui) que trata de:

- Os 10 Mandamentos do Empreendedor de Sucesso.
- Como Criar uma Empresa em 9 Passos.
- Erros a Evitar na Altura de Criar a sua Empresa.
- A Importância da Propriedade Intelectual.
- Empresa na Hora e Marca na Hora.
- Financiamento à Medida das Necessidades.
- Programas de Apoio.
- Contactos de Incubadoras e Financiadores.
- Ensino do Empreendedorismo.
- Case Studies.


Ainda não li mas promete ser uma boa ajuda para todos aqueles que encaram a possibilidade de iniciar a sua própria empresa, e também para quem já é empresário mas que pode sempre aprender alguma coisa mais.

Na minha opinião, a iniciativa para uma publicação deste género deveria partir da esfera governamental. Mas felizmente que Portugal ainda pode contar com o dinamismo de alguma da dita sociedade civil.

Cada um é para o que nasce

Ontem ao fim da tarde, enquanto no parlamento se debatia o estado da Nação, eu estava a ouvir o Perguntas Proibidas na Rádio Europa dedicado ao centenário da República, onde eram convidados alguns dos que fazem o blog do mesmo nome. Lembrava-se a balbúrdia a que a política desceu durante a I República, a níveis inacreditáveis como por exemplo o direito ao porte de armas de fogo em pleno parlamento. Findo o programa, ouvi o noticiário das 19h onde tomei conhecimento do episódio do último dia desta legislatura.

Manuel Pinho, e isso tornou-se óbvio desde que tomou posse, não é um político, mas um técnico que, tal como Teixeira dos Santos, chegou ao governo transferido do "plantel" dos quadros do Banco Espírito Santo. Sem jeito nem vocação para a política. Mas, e apesar de não se poder dizer que tenha sido um bom ministro, a governação do país precisa de pessoas assim, cuja competência técnica seja a razão de chegarem a cargos de responsabilidade.

Mas numa altura em que se governa sob a mira do mediatismo e do culto da imagem, um ministro assim não pode ser abandonado pelos seus colegas políticos. E foi isso que aconteceu a Manuel Pinho. Houve gaffes desculpáveis, umas mais, outras menos. Houve falta de jeito para lidar com jornalistas, mas é para isso que os governos têm a sua frente mediática. Mas houve também uma agenda mediática que obrigou a episódios dolorosos como a longa novela da Quimonda, em que o Governo precisava de mostrar (ou será de fingir?) que estava a tentar resolver um problema, e em que Sócrates frequentemente deixou Manuel Pinho entregue "às feras".

Ninguém é obrigado a ter jeito para a política, e a ter paciência para suportar todo o desgaste psicológico e pessoal que ocupar um cargo político implica hoje em dia. Manuel Pinho encheu durante quatro anos e meio, e rebentou na sua última ida ao parlamento.

Um próximo governo PS é bem capaz de ter dificuldade em recrutar um ministro da Economia entre quadros capazes e com currículo. Muita gente "ministeriável" deve estar por esta altura a jurar nunca na vida aceitar um convite para ser ministro, qualquer que seja o governo. Não precisam e não estão para se sujeitar a tanto.

É este também o estado da Nação.

terça-feira, 30 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Aeroporto para quê?

Para quem não souber, existe um fabricante de aviões 100% português. Trata-se da BRM, uma empresa de Pêro Pinheiro especializada em avionetas ultra-ligeiras.

Um dos modelos, o Land Africa, consegue fazer aterragens e descolagens curtas. Mesmo muito curtas:

Site da BRM. Aconselho uma visita à galeria de fotos e vídeos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Duche frio para cabeças quentes

Rodrigo Adão da Fonseca, n'O Insurgente

Santo António nos valha

Do filme As Bonecas Russas, de Cédric Klapisch.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Haverá coisa mais patriótica do que ser europeísta?

Não postei isto antes das eleições para que a abstenção não fosse ainda maior.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O fim da treta italiana

Depois da contestação do pseudo-pretendente italiano à Corôa Portuguesa, o Instituto dos Registos e do Notariado confirmou a nacionalidade portuguesa de S.A.R. Dom Duarte de Bragança, pulverizando qualquer dúvida que subsistisse sobre a sua legitimidade ao trono de Portugal, caso o regime monárquico seja restaurado.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pedro Malagueta / Michel Legrand - Era uma vez... o Espaço.

(1981. No tempo em que a televisão prestava)


Vale a pena comparar com a versão original, francesa, com a inglesa, alemã, e espanhola (esta última não tem nada a ver com a original).

Isto sim eram programas para crianças, para instruir e educar, sem prejuízo do entretenimento. É chocante a diferença para o lixo que se faz hoje, destinado a degradar os indivíduos desde tenra idade.

Isto sim era produção de uma França que hoje, culturalmente falando, desapareceu, fruto de deixar a Cultura ficar refém de foices e martelos subsidiados pelo estado.

Mas a versão portuguesa também é simbólica de uma época em que nós, Portugueses, ainda não pertencendo ao "clube europeu" e sem estarmos esmagados por complexos de inferioridade, quando mostrávamos do que éramos capazes em comparação com os melhores que de lá vinham, ficava evidente que pouco nos conseguiam superar.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Lisboa Confidencial?

Não sei porquê, hoje lembrei-me desta cena...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

O fim do modelo do investimento estrangeiro

Desde que abriu que a Autoeuropa tem sido um case study da indústria portuguesa. Considerada como a fábrica mais importante de Portugal, devido ao número de postos de trabalho directos e indirectos que gera, à componente tecnológica que representa para a indústria portuguesa, e à sua contribuição para as exportações industriais de Portugal. Boa parte das vezes que se fala da indústria portuguesa, fala-se da AE e com exagero, como se a indústria automóvel portuguesa tivesse começado com esta empresa. O que não é de todo verdade: entre os anos 60 e 80, ao abrigo da Lei da Indústria Automóvel de 1962, os automóveis a serem vendidos em Portugal tinham de ser montados cá com 25% de incorporação nacional, levando a que surgissem mais de 20 fábricas de automóveis, para além de muitas outras que lhes forneciam componentes de vária ordem.

Nos anos 80, e perante o fim deste modelo motivado pela adesão à CEE, foi um grande objectivo do governo de Cavaco Silva atrair o investimento estrangeiro para a construção de uma grande fábrica de automóveis moderna, que desse vazão à indústria de componentes automóveis entretanto herdada, e cujas exportações ajudassem a diminuir o enorme desiquilíbrio de transacções externas que começava a fazer sentir.

Já antes tinha havido tentativas nesse sentido desde os anos 60, junto de vários construtores. No início dos anos 70, com a Alfa-Romeo, propôs-se Sines, para produzir o Alfasud. No final dos anos 70 e princípios dos anos 80, com a Ford, Citroën e Renault, a todos sendo proposto Sines ou Setúbal. Só o último resultou mas de forma deficiente: sendo a Renault uma empresa pública francesa, o projecto assumiu contornos de ajuda económica, com os franceses a ditarem as condições, dispersando a produção para Aveiro (o que permitia trabalhar com as fábricas espanholas, mas menos bem com a de Setúbal), e sem a parte mais importante e cara, a oficina de fabrico de componentes de paineis de carroçaria (a "press shop"), que viriam de Espanha. Na prática, ficou-se com mais uma linha de montagem semelhante a outras que já existiam, desta vez a consumir mais componentes portugueses, e com enormes ajudas e favorecimentos por parte do Estado, que era sócio na Renault Portuguesa. Criou postos de trabalho, ao mesmo tempo que, devido à crise, fechavam outras fábricas de montagem portuguesas. As empresas de componentes, essas sim ganharam encomendas e uma injecção de tecnologia e eficiência. No final dos anos 90, e dada a atracção por investir no Leste, a Renault (isto é, o Governo Francês) achou que já tinha ajudado Portugal o suficiente e fechou a fábrica.

No projecto Autoeuropa (na altura projecto Ford-Volkswagen), o Governo teve o bom senso de aprender lições dos projectos anteriores, e procurou não repetir os erros. Setúbal foi logo avançada como localização preferencial, em vez de Sines, e exigia que a fábrica dispusesse de "press shop". Na corrida à fábrica da joint-venture Ford-VW estava Portugal (Setúbal), a então Checoslováquia (Bratislava), e Espanha (três localizações). A Ford, que tinha estudado Setúbal anteriormente, fez a nova análise de projecto, análise essa que incluia 190 critérios, que íam desde as acessibilidades, à disponibilidade de fornecedores locais, à rede eléctrica, qualidade do ensino, sistema de saúde pública, segurança, eficiência dos transportes públicos disponíveis para os trabalhadores, às leis laborais e frequência da ocorrência de greves e, obviamente, impostos e ajudas estatais.

A localização de Setúbal pelo excelente acesso às rotas marítimas, a meio caminho entre o norte e o sul da Europa, foi um ponto muito forte. Mas, no final, a Ford escolheu uma localização em Espanha. O mesmo fez a VW, mas em local diferente. Não chegando as duas empresas a um acordo sobres essas, e descartando Bratislava, debruçaram-se de novo sobre a terceira localização em Espanha - Huelva - e Setúbal. Huelva também tinha boa acessibilidade marítima, tinha uma avaliação geral melhor que Portugal, e os governos central e regional estavam dispostos a conceder ajudas generosas. Perante isto, o Governo de Cavaco Silva respondeu com o único argumento que restava: dinheiro.

Era um projecto essencial para o país, perante a desindustrialização que se estava a dar e, com a aproximação das eleições de 1991, o Governo Português abriu realmente os cordões à bolsa para ganhar a corrida. Cobrindo sempre cada novo valor apresentado pelos espanhóis, chegou-se a um ponto em que estes desistiram de dar mais. Ganhou Portugal, mas com ajudas gigantescas, num excelente negócio para a Ford-Volkswagen.

A produção do MPV (o monovolume VW Sharan/Ford Galaxy/Seat Alhambra) começou em 1995, com 55% de incorporação nacional, sendo que dos 45% importados, a maior parte vem de Espanha. Apesar do grande sucesso, a Ford abandonou o projecto passando a ser apenas VW. Mas, e apesar de ser a fábrica mais eficiente de todas as da VW, a capacidade instalada só foi bem aproveitada nos primeiros anos. A vinda de um segundo modelo demoraria anos a ser conseguida. O governo de Durão Barroso/Paulo Portas propôs a Sodia, a antiga fábrica Renault em Setúbal à VW, em que a produção do pequeno VW Lupo seria uma das contrapartidas da compra de submarinos de fabrico alemão para a Marinha Portuguesa. À VW, o que interessava era aproveitar Palmela, mas os novos modelos persistiam em não vir para Portugal. Finalmente, e sendo um das contrapartidas dos submarinos, veio a produção do VW Eos, mas com muito pouca incorporação nacional.

Mais tarde veio outro modelo de nicho, o Scirocco, de novo com grandes ajudas do Estado e poucas peças portuguesas, e chegou-se mesmo a falar no Polo. Mas com a crise, está de novo em cima da mesa a ameaça do fecho da Autoeuropa. Se das outras vezes, talvez tenha sido uma ameaça negocial para obter mais apoios do governo, agora o cenário é outro: o de crise, de excesso de capacidade instalada, e de proteccionismo alemão.

E aqui é que está a questão que agora afecta economia portuguesa em geral. Durante décadas, os governos portugueses abriram portas à concorrência estrangeira, e apoiaram fortemente o investimento estrangeiro, por vezes fraudulento. E enquanto se deram facilidades e muitos e muitos milhões a empresas estrangeiras, as empresas portuguesas já existentes e implantadas fechavam às catadupas, incapazes de competir cá de igual para igual com gigantes estrangeiros apoiados pelos respectivos governos, e muito menos de exportar, e com tudo menos ajudas do Estado Português. Perderam-se grandes nomes da indústria, desbaratou-se experiência, tecnologia, meios e capacidade instalada, desfizeram-se equipas competentes, e empobreceu-se o país.

Hoje, em tempo de vacas muito magras, cada país tenta travar a saída de divisas e está a preferir o que produz. E nós, embriagados no consumo de marcas estrangeiras, já pouco podemos produzir.

Este modelo, de substituir produtos próprios por importações (a suprema estupidez!), de depender de capitais e centros de decisão estrangeiros para investir, para saber fazer e poder vender, falhou rotundamente e está acabado. Nem poderia ser de outra maneira: é o que acontece fatalmente quando confiamos a nossa sobrevivência a outros que não nós mesmo.

É preciso reconstruir a produção em Portugal. É preciso voltar ao que é seguro e àquilo com que sempre pudemos contar: nós mesmos, e os nossos próprios recursos.

Chiara - What if we

domingo, 17 de maio de 2009

Cruzeiro no paquete Funchal (a preços imbatíveis)

Para quem estiver a marcar as férias... de 1972.


quarta-feira, 13 de maio de 2009

The discovery of powder

O óbvio, há décadas sabido, repetido pela Economist:

«To improve its performance, Portugal needs more flexible labour laws, less bureaucracy, a better educated workforce, more competition and a smaller state. As the IMF states in a recent report, the country’s fundamental problems are domestic, not global, in nature. But political leaders find reforms hard to push through.»

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A crise do subprime

Perguntas Proibidas

...É um excelente programa da Rádio Europa em parceria com o Instituto da Democracia Portuguesa, que debate questões importantes mas pouco tratadas pela imprensa em geral. Como é dito no site do IDP, nos tempos da Inquisição, proibiam-se as respostas. Será que - com a liberdade de imprensa - se proíbem agora as perguntas?

O programa vai para o ar todas as Quintas-feiras, depois das 18h, em 90.4 FM, com os programas colocados online, em podcast, dias mais tarde.

Chamo particularmente a atenção para o programa de 23 de Abril sobre os assuntos do mar, em que, de forma sucinta, os menos conhecedores poderão ficar com uma ideia muito aproximada do que se passa e do que deveria ser feito. Aconselho vivamente.

Perguntas Proibidas em Podcast

Rádio Europa

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A língua portuguesa é muito traiçoeira...

...E na boca de uma portuguesa ainda mais! Sobretudo quando se muda para o Brasil.

«Transa Atlântica» é o primeiro romance da blogger Mónica Marques, do Sushi Leblon (ali na coluna da direita, lá para baixo; já devem ter reparado). Como ela diz, o livro é filho do blogue.

Mónica mudou-se para o Rio de Janeiro em 2002, e "acariocou-se" (expressão dela), tendo estado a partilhar a experiência e as reflexões através do blogue. A personagem do livro, Marta, faz o mesmo trajecto e também a ela o Rio de Janeiro muda a perspectiva de vida. Aliás, este é um livro que, entre outras coisas, confronta a maneira de ser portuguesa com a brasileira.

Marta é o super-ego que Mónica, segundo a própria, não quer mas que gostaria de ser. Uma portuguesa à solta.

«Transa Atlântica é um livro onde se vai. É difícil sermos tão levados como ele nos leva. Não é só estarmos lá, no Rio, sem sairmos daqui. É sairmos daqui e não estarmos em lado nenhum senão para onde nos levam os enlevos e os enfados da autora. Sempre depressa. Sempre com graça. Sempre com uma verdade desconcertante.»
Miguel Esteves Cardoso, na apresentação do livro.

Entre bloggers: sinceros parabéns, Mónica!

Podcast da entrevista no «Pessoal e Transmissível», da TSF.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Obra prima

Já tinha visto carruagens muito pintadas. Mas uma carruagem completamente coberta por graffitis, foi a primeira vez. Está a circular na Linha de Cascais.Obviamente que quem fez isto não só tem muito tempo disponível como também não tem nada melhor onde gastar o dinheiro. Para cobrir todos estes metros quadrados são precisas muitas latas de spray de tinta.

O resultado final? Um monumento à estupidez dos autores, que com isto provavelmente encontraram sentido na sua existência; muito dinheiro (nosso) que a CP vai gastar a remover a pintura; e uma carruagem imobilizada durante esse tempo todo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Situação controlada

Esta história foi contada há anos atrás, na televisão.

Toda a gente se deve lembrar do imitador Fernando Pereira, e da sua capacidade verdadeiramente excepcional de imitar outras vozes, mesmo que muito diferentes, na perfeição. Segundo um médico norte-americano que o examinou, a probabilidade de surgirem pessoas assim é de 3 por cada milhão de habitantes.

Faz agora 35 anos, Fernando Pereira era um adolescente traquinas vivendo em Lisboa, no bairro de Campo de Ourique, e que já sabia do seu dom e o usava para, com os amigos, pregar partidas fazendo-se passar por outras pessoas.

Talvez o principal ponto de encontro em Campo de Ourique é a pastelaria A Tentadora (famosa, entre outras coisas, por fazer um dos bolos-rei mais conceituados de Lisboa) e que, nos dias seguintes ao 25 de Abril, estava apinhada de gente, nomeadamente de opositores à Ditadura, alguns talvez ainda saboreando a saída da prisão. No salão da pastelaria, ao ruído das conversas sobrepunha-se o som de um aparelho de rádio que fornecia a música ambiente.

A situação deu para uma partida.

Um dos amigos de Fernando Pereira morava num dos prédios próximos, e aí foi posto um pequeno rádio emissor artesanal que possuiam, sintonizado na frequência (na altura, em onda média) da estação que tocava na pastelaria.

A dada altura, a música foi interrompida, ouvindo-se na Tentadora:

«Senhores ouvintes: interrompemos a emissão para transmitir um comunicado ao país de Sua Excelência o Presidente do Conselho, Professor Marcello Caetano.»

Começou então Fernando Pereira a dizer, com solenidade, que o movimento revoltoso tinha sido dominado, que as Forças Armadas obedeciam às órdens do Governo e que a situação no país regressara à normalidade. E que todos os envolvidos na rebelião iriam ser punidos.

Em segundos, a Tentadora ficou vazia.

domingo, 26 de abril de 2009

Aprender a Democracia

Alexis de Tocqueville viajou pelos Estados Unidos no início do Século XIX, aprendendo a maneira de ser e de funcionar desta sociedade desprovida de divisões sociais, e a forma pragmática como este país, partindo de uma revolução, construiu um modelo de funcionamento das instituições sem a preocupação de copiar a Europa. Desta forma desinibida, os Estados Unidos criaram o Estado Moderno: de Direito, laico e democrático.

Tocqueville faz a comparação entre os jovens Estados Unidos e a Europa, nomeadamente a sua França natal. Apesar de datar de 1830, é um livro que continua actual, pela forma como - entre outras coisas - explica os desafios de governação, e de equilíbrio no relacionamento do Estado com o Cidadão. Uma das "bíblias" da Ciência Política.

Alexis de Tocqueville - «Da Democracia na América»

Aqui vai, com desculpas pelo atraso, a minha sugestão para o Dia Mundial do Livro.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

26 de Abril - Bicicletada de São Nuno

No próximo Domingo terá lugar um passeio de bicicleta em Lisboa comemorando a canonização de D. Nuno Álvares Pereira.

Para ver horário e o percurso, consultar o blogue Bicicletada de São Nuno.

Idan Raichel's Project com Mayra Andrade - Odjus Fitxadu

Para ouvir no fim de semana

Um podcast interessantíssimo, na TSF - Mais cedo ou mais tarde: energia geotérmica

A melhor das energias renováveis: não polui, não tem praticamente impacto à superfície, é inesgotável e - acrescento eu ao que é dito no programa - é uma tecnologia perfeitamente dominada, pouco onerosa e que Portugal domina. E esqueçam o nuclear.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Por apenas 60€

Não tive paciência para assitir à entrevista de José Sócrates na RTP. Mas sei que defendeu uma ideia bastante válida: a de que cada um deve pedalar a sua própria bicicleta.
Por isso inscrevi-me no Lisboa Bike Tour, o passeio de bicicletas na Ponte Vasco da Gama, que terá lugar a 21 de Junho. Por 60€, participa-se no evento, ganha-se uma bicicleta (costuma ser da marca Esmaltina, de Sangalhos, e parece que não são nada más), um capacete, uma mochila e uma T-shirt. Esgotou em poucos dias, em Janeiro.

Já para a edição do Porto Bike Tour, a 19 de Julho, que funciona nos mesmos moldes, para quem quiser aproveitar ainda há vagas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Engomar é preciso

A blogosfera feminina está indignada, piursa com esta publicidade da Triumph, por causa da tábua de engomar.

Esta polémica já produziu, no entanto, um resultado: é que eu nem tinha reparado na tábua de engomar nem em mais nada que não a lindíssima Helena Coelho.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Faça você mesmo

E que tal ter um carro dos anos 60 mas inteiramente novo, zero quilómetros, fabricado em 2008 apesar de já não se fazer há quase 40 anos? Isto não faz muito sentido, pois não? Mas é possível.

A história começou há dois anos quando um inglês, mecânico amador e aficionado de Jaguares, se dirigiu ao seu fornecedor de peças habitual. Este tinha adquirido um carregamento de peças originais de Jaguar E-type que alguém tinha comprado directamente ao fabricante em 1974, quando a produção foi encerrada e as peças se tornaram excedentárias, carregando um camião com elas. Nesse lote de peças, rigorosamente novas e originais, estava 95% do que era necessário para montar um Jaguar E-type, incluindo uma carroçaria da versão Roadster, os interiores completos, a caixa de velocidades e o motor V12 de 5300 cc.

A ideia surgiu logo na mente de Ray Parrot: montar um Jaguar E-type novo em folha. As peças que faltavam (nomeadamente o pára-brisas) poderiam ser facilmente adquiridas em segunda mão, em bom estado. Parrot contactou a Driver and Vehicle Licensing Agency (equivalente à nossa Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária), que lhe garantiu que poderia emitir-lhe um número de chassis e uma matrícula de forma a legalizar o veículo. A carroçaria precisou de alguns retoques que foram feitos fora, mas a montagem foi toda feita na garagem de Ray, ao longo de oito meses. No final do ano passado, o carro ficou pronto (fotos da sessão fotográfica para a revista Octane):

É claro que isto só é possível em países onde as autoridades prezam a liberdade individual, e onde existe respeito pela iniciativa e pela cultura automobilística, coisas que são apanágio dos países anglo-saxónicos. A forma como as autoridades rodoviárias se prontificaram a permitir a circulação deste automóvel diz muito do civismo do Reino Unido, que se recusa a adoptar normas da União Europeia que sejam nocivas à cultura e liberdade automobilística; existem, por exemplo, automóveis que, na Europa, só podem circular em terras de Sua Majestade.

Escusado será dizer que, em Portugal, seria totalmente impossível fazer isto: provavelmente tinha de se montar uma empresa com alvará para montagem de veículos automóveis, pedir a homologação com leis actuais, e muita sorte se não fosse pedido um crash-test.

Mas esta história deixa-me com vontade de mudar-me para Inglaterra e procurar carregamentos de excedentes de produção de Lotus Esprit, de Citroën DS ou - porque não - de MG B?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Corrente

Passando a corrente amavelmente transmitida pela Gi, escolhi um livro que apenas comecei a ler: «Des Spahis Sénegalais à la Garde Rouge», de Pierre Rosière.
No Exército Francês, o termo Spahi designava os militares dos regimentos de cavalaria colonial, compostos por tropas africanas. Os Spahis foram integrados no Século XIX em várias colónias francesas, nomeadamente na Argélia e no Senegal. À semelhança dos Gurkas no Exército Britânico, os Spahis Senegaleses foram das tropas mais temíveis que o Exército Francês pôde dispor, combatendo em muitas das guerras em que a França se envolveu.
Reputados como homens sem mêdo e de uma resistência física fora de série, foram um dos regimentos envolvidos no chamado Incidente de Fachoda, no Sudão, contra o Exército Britânico e combateram valorosamente contra os alemães nas duas guerras mundiais do Séc. XX. Depois de 1945 foram integrados na Gendarmerie Nationale francesa (equivalente à nossa GNR), e transitaram para a GN senegalesa no momento da independência, sendo rebaptizados como Guarda Vermelha, a guarda presidencial do país.
Sendo o Senegal talvez a ex-colónia francesa politicamente mais fiel e seguidora da sua ex-metrópole, a Guarde Rouge continua fiel à sua tradição colonial, perpetuando o cerimonial francês, com uma distinção que em nada fica a perder para com as congéneres europeias.
E isto também diz muito da forma como os franceses fizeram a sua independência. Nalguns casos, só na fachada.
Passo a corrente ao Nuno Castelo Branco, ao Cap Créus e ao Van Dog.

terça-feira, 10 de março de 2009

Ambulância na Guiné-Bissau

Aquelas isletras no iscapot dos ambulância são para serem lidas exactamente por quem?...

Argus de regresso a Portugal

De vez em quando ainda vão havendo boas notícias relativas ao Mar Português.

O antigo bacalhoeiro Argus, gémeo do Creoula e do Santa Maria Manuela, foi adquirido pela firma Pascoal e Filhos, regressando a mãos portuguesas, onde certamente lhe será dado bom uso.

Excelentes notícias!

Via Atlântico Azul

domingo, 8 de março de 2009

Quatro e meia

Posso dizer que na primeira versão deste anúncio, era eu quem aparecia. Mas o departamento de marketing da Coca-Cola opõs-se dizendo que desviava demasiado a atenção do produto. Acabaram por filmar outra vez com um actor menos em forma do que eu. A sério! Juro que é verdade.

sexta-feira, 6 de março de 2009

As melhores empresas para trabalhar em Portugal

(do site da IOL. Como se vê, uma lista que transborda de portugalidade...)

Accenture, Cisco, Cushman & Wakefield e Microsoft são as melhores Empresas para trabalhar em Portugal, segundo o «Great Place to Work Institute».

O primeiro lugar no ranking foi conquistado pela Microsoft, sendo que nas diferentes categorias destacaram-se a Accenture (acima de 1000 colaboradores), a Cisco (entre 101 a 250 colaboradores), a Cushman & Wakefield (menos de 100 colaboradores) e a Microsoft (entre 251 a 1000 colaboradores).

Na apresentação do estudo, o ministro do Trabalho destacou a abordagem do «Great Place to Work Institute», que este ano destacou a Responsabilidade Social. Também o prémio para a «Melhor Empresa para Trabalhar em Portugal para Jovens e para Mulheres» foi referido, por Vieira da Silva, como um dos maiores desafios da nossa sociedade.

Liberty Seguros, Diageo, Everis, Matutano, Mars Portugal, Thomson Reuters, BMW Portugal, Primedrinks, GMS Consulting, Janssen-Cilag, Medtronic Portugal, ROFF, PWC, PT Contact (Évora), SAS, Bristol Myers-Squibb, Deloitte, HP, Cadbury, Ativism, ByCom, Re/Max, HUF, Barclay`s, BNP Paribas e José Júlio Jordão são as restantes empresas que nos mais diversos sectores de actividade integram o ranking das 30 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal.

Este ano, o Great Place to Work Institute reconheceu as empresas mais bem sucedidas na satisfação de um grupo em particular: assim, foi eleita a Melhor Empresa para Trabalhar para Mulheres - Liberty Seguros; para Jovens - Everis Portugal; e para Executivos - GMS Consulting.

Conclusão: em Portugal o melhor mesmo é não trabalhar para portugueses. Mas repare-se, também, que apesar da enorme quantidade de empresas espanholas no nosso país, não surge na lista nem uma.